A engenheira agrônoma e servidora pública Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, morreu nesta terça-feira (17) no Hospital Regional de Pombal, na Paraíba, após comer em uma pizzaria local na noite de domingo (15). Além de Rayssa, outras 113 pessoas precisaram de atendimento médico urgente em unidades de saúde da cidade apresentando sintomas como vômitos, diarreia e dores abdominais intensas, todos relatando terem consumido alimentos no mesmo estabelecimento. Os atendimentos ocorreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e no Hospital Regional de Pombal.
Segundo nota encaminhada pela UPA à Vigilância Sanitária, 40 pacientes foram atendidos na unidade com sintomas relacionados ao quadro de intoxicação alimentar até a manhã desta terça-feira (17). No local, os pacientes relataram em comum o consumo de pizza proveniente do mesmo estabelecimento comercial da cidade, consumida na noite do domingo.
No Hospital Regional de Pombal, outras 74 pessoas também deram entrada com sintomas semelhantes, sendo 36 atendimentos no domingo (15) e 38 na segunda-feira (16), totalizando 114 atendimentos relacionados ao caso.
Rayssa, que atuava na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, estava acompanhada do namorado quando dividiu uma pizza de carne de sol. Ambos começaram a passar mal logo após retornarem para casa. A servidora chegou a ser atendida e liberada no domingo, mas seu quadro piorou drasticamente na segunda-feira, evoluindo para uma infecção grave que a levou à UTI.
Sua morte foi confirmada na manhã de hoje, gerando revolta e pedidos de justiça por parte da família. A prefeitura de Pombal emitiu nota de pesar pela perda da profissional, descrita por amigos como uma pessoa alegre e acolhedora.
A Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar a responsabilidade pela morte e pelo surto coletivo. Durante vistoria da Vigilância Sanitária e da Agevisa, a pizzaria foi interditada imediatamente após as equipes encontrarem irregularidades graves, incluindo a presença de insetos e alimentos armazenados de forma inadequada.
Amostras dos insumos e materiais coletados no local, além de exames no corpo da vítima, serão analisados para identificar a bactéria ou agente causador da intoxicação. Atualmente, uma criança de oito anos e uma mulher seguem internadas em observação.
Fonte: g1/PB
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