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MARCHA DAS MULHERES

São Paulo relembra Luana Barbosa na Marcha das Mulheres Negras

Evento na Praça Roosevelt destaca luta por justiça e igualdade social.

Teresinha Ferreira

25 de julho de 2026 às 19:11 ▪ Atualizado há 30 minutos

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  • Dez anos após a morte de Luana Barbosa, não há prisões ou condenações.
  • A 11ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo destacou sua memória.
  • Centenas participaram, incluindo lideranças feministas e da comunidade negra.
  • Luana era uma mulher negra e lésbica, vítima de violência policial em 2016.
  • Juliana Gonçalves destacou a contínua violência contra mulheres negras.
  • O evento incluiu performances culturais e música de protesto.
  • Religiosas de matriz africana denunciaram violência por cor e religião.
  • Participação de lideranças da Rede de Mulheres Negras Evangélicas.
  • A marcha aconteceu em outras cidades como Salvador e Recife.

Agência Brasil Dez anos após a morte de Luana Barbosa, ainda não há prisões ou condenações relacionadas ao caso.
Dez anos após a morte de Luana Barbosa, ainda não há prisões ou condenações relacionadas ao caso.

Dez anos após a morte de Luana Barbosa, ainda não há prisões ou condenações relacionadas ao caso. A 11ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo destacou a memória de Luana em um evento realizado neste sábado (25) na Praça Roosevelt, região central da cidade.

A manifestação reuniu centenas de participantes, incluindo lideranças feministas, políticas e representantes da comunidade negra. "Dez anos se passaram e muitas Luanas Barbosas seguem morrendo", afirmou Juliana Gonçalves, cofundadora do evento. Ela mencionou casos recentes de violência contra mulheres negras em São Paulo.

Luana, uma mulher negra e lésbica, foi agressivamente abordada por policiais militares em 2016. Segundo Juliana, a população negra ainda é negligenciada: "Tomamos as ruas por direitos e reparação, pois o Estado brasileiro nos deve".

O evento contou também com performances culturais, como a do coletivo Bando das Macuas, que celebrou a ancestralidade com uma apresentação inspirada no povo Macuas de Moçambique. No palco, DJs tocaram músicas de protesto.

Religiosas de matriz africana participaram, denunciando a violência sofrida por causa da cor da pele ou da religião. "Esse é um país que ajudamos a construir", destacou Ìyalóde Marisa de Oya.

Lideranças da Rede de Mulheres Negras Evangélicas também marcaram presença. A marcha, além de São Paulo, ocorreu em outras cidades como Salvador e Recife neste fim de semana.

Fonte: Agência Brasil