Brasil

TENTATIVA DE GOLPE

Reunião sobre plano golpista foi feita na casa de Braga Netto

General foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro

Sol

20 de novembro de 2024 às 08:05


Braga Netto
Braga Netto

A Polícia Federal (PF) identificou que uma das reuniões sobre o plano golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes ocorreu na casa do general Braga Netto, em 12 de novembro de 2022.

Braga Netto, durante o governo de Jair Bolsonaro, foi ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente na chapa de reeleição em 2022. Segundo o relatório da PF:
"No dia 12 de novembro de 2022, o tenente-coronel Mauro Cesar Cid, o major Rafael de Oliveira e o tenente-coronel Ferreira Lima se reuniram na residência do general Walter Souza Braga Netto."

Documento "Copa 2022"

Após a reunião, começou a circular entre os investigados um documento chamado Copa 2022, que teria sido aprovado no encontro. O texto detalhava o uso de um grupo de elite do Exército conhecido como "kids pretos" para executar o plano golpista. O documento também mencionava os recursos necessários para a operação clandestina.

Os investigados discutiram o custo de R$ 100 mil para viabilizar a ação, que não foi realizada. Também foi cogitado o uso de militares do Rio de Janeiro. A sede dos "kids pretos" fica em Goiânia.

Outro lado

Procurada, a defesa de Braga Netto informou que não comentará o caso, pois ainda não teve acesso à investigação.

O ex-presidente Jair Bolsonaro não se pronunciou sobre a operação. Em suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou:
"Por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime. E para haver uma tentativa é preciso que sua execução seja interrompida por alguma situação alheia à vontade dos agentes. Sou autor do projeto de lei 2109/2023, que criminaliza ato preparatório de crime que implique lesão ou morte de 3 ou mais pessoas, pois hoje isso simplesmente não é crime. Decisões judiciais sem amparo legal são repugnantes e antidemocráticas."

Fonte: Agência Brasil