Brasil

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Presidente do STM defende justiça comum para violência doméstica

Ministra Maria Elizabeth Rocha destaca limitações da Justiça Militar em casos de violência familiar

Teresinha Ferreira

24 de agosto de 2026 às 18:04 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A ministra Maria Elizabeth Rocha defende que casos de violência doméstica entre militares sejam julgados pela Justiça comum.
  • Argumenta que a Justiça comum oferece melhores instrumentos de proteção às vítimas, ao contrário da Justiça Militar.
  • A ministra destaca que as varas de violência doméstica proporcionam garantias que a Justiça Militar não pode oferecer.
  • O evento foi em comemoração aos 20 anos da Lei Maria da Penha e ocorreu no Rio de Janeiro.
  • Ana Tereza Basilio, presidente da OAB-RJ, elogiou Maria Elizabeth como uma referência na defesa dos direitos humanos.
  • Foram lançados dois livros sobre a Lei Maria da Penha e Direitos Humanos durante o evento.

Agência Brasil Superior Tribunal Militar (STM)
Superior Tribunal Militar (STM)

A ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), defendeu que casos de violência doméstica envolvendo militares sejam julgados pela Justiça comum. A declaração foi feita nesta segunda-feira (24), durante um evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio de Janeiro, em comemoração aos 20 anos da Lei Maria da Penha.

Maria Elizabeth argumentou que, apesar de as mulheres integrarem as Forças Armadas, elas podem ser vítimas de agressões por parte de seus companheiros. A ministra destacou que as varas especializadas oferecem instrumentos de proteção às vítimas, algo que não está disponível na Justiça Militar.

"A vara de violência doméstica dá à mulher uma série de garantias que nós, na Justiça Militar, não podemos dar, exatamente por sermos um foro eminentemente criminal", afirmou Maria Elizabeth, ressaltando a incapacidade da Justiça Militar em aplicar medidas protetivas de natureza cível.

A presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio, elogiou a participação da ministra, classificando-a como uma referência na defesa dos direitos humanos. O encontro também discutiu os avanços e desafios da Lei Maria da Penha ao longo de suas duas décadas.

Durante o evento, foram lançados dois livros: 20 anos da Lei Maria da Penha: da Conquista Normativa aos Desafios da Efetividade, trabalho coletivo escrito por mulheres, e Curso de Direitos Humanos, de Sidney Guerra.

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Fonte: Agência Brasil