Brasil

NO MARANHÃO

PM investigado por torturar doméstica grávida se entrega e nega agressões

Policial Michael Bruno Lopes Santos teve prisão preventiva decretada após ser apontado pela vítima; ele afirma que esteve no local apenas para entregar documentos

Da Redação

07 de maio de 2026 às 16:25 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O policial militar Michael Bruno Lopes Santos entregou-se às autoridades após ter sua prisão preventiva decretada pela Justiça do Maranhão.
  • Ele é investigado por suposta participação em agressões e torturas contra uma empregada doméstica grávida de 19 anos em Paço do Lumiar.
  • Michael Bruno nega qualquer violência, mas a vítima o aponta como um dos envolvidos no crime.
  • Ele alegou que esteve na residência apenas para entregar documentos a pedido do marido de Carolina Sthela, a empresária envolvida.
  • Sua versão contradiz áudios e depoimentos que mencionam um homem armado no local do crime.
  • A Corregedoria da PM está investigando a conduta do policial.
  • Michael Bruno está à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos foi apontado pela vítima como um dos agressores
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos foi apontado pela vítima como um dos agressores

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos apresentou-se às autoridades de segurança nesta quinta-feira (7), após a Justiça do Maranhão decretar sua prisão preventiva. Ele é investigado por yter participado das agressões e torturas contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, crime ocorrido em Paço do Lumiar. 

Em seu depoimento, o PM negou qualquer tipo de violência contra a jovem, embora tenha sido formalmente apontado pela vítima como um dos envolvidos na sessão de horrores ocorrida dentro da residência da empresária Carolina Sthela.

De acordo com o relato feito à Corregedoria-Geral da Polícia Militar, Michael Bruno afirmou conhecer a empresária há seis anos. Ele justificou sua presença na residência no dia 17 de abril, data em que a doméstica relata ter sido torturada por cerca de uma hora, alegando que foi ao local apenas para entregar documentos a pedido do marido de Carolina. 

Segundo o policial, o material seria utilizado para serviços relacionados a score de crédito e ele teria permanecido no imóvel por pouco tempo, por volta das 8h da manhã.

A versão do policial confronta diretamente os depoimentos e áudios que circulam sobre o caso, nos quais a própria empresária, presa em Teresina, menciona a participação de um homem armado que teria colocado uma pistola na boca da vítima. Diante da gravidade das acusações, a Corregedoria da PM informou que já instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do agente. 

Michael Bruno permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações buscam esclarecer o nível de envolvimento do servidor público no crime que chocou a região metropolitana de São Luís.



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