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MENTIU

PF desmente Flávio Bolsonaro sobre Dark Horse e apura corrupção e lavagem de dinheiro

Investigadores veem caso como assunto policial e apuram origem, circulação e destino de recursos ligados a filme

Da Redação

29 de agosto de 2026 às 18:55 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o projeto do filme "Dark Horse".
  • Investigadores rejeitam a alegação de Flávio de que o caso se trata apenas de um patrocínio privado.
  • Flávio Bolsonaro negou irregularidades, afirmando que o patrocínio não envolveu transferências diretas para ele.
  • A investigação foca em determinar se houve vantagem indevida ligada à função pública de Flávio.
  • A definição de corrupção passiva no Código Penal é usada como base para a apuração.
  • A investigação busca esclarecer a origem e o destino dos recursos e a participação dos envolvidos.
  • A relação entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro é parte central da investigação.
  • Não foram prestadas contas do dinheiro destinado ao "Dark Horse".

Divulgação Flávio Bolsonaro foi entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli na noite desta sexta-feira (28).
Flávio Bolsonaro foi entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli na noite desta sexta-feira (28).

A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em negócios envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e o projeto do filme “Dark Horse”, segundo informações do blog da jornalista Andréia Sadi, no G1. Investigadores rejeitam a versão apresentada pelo senador de que o episódio se limita a uma relação privada de patrocínio.

Flávio voltou a afirmar que pediu ao empresário Daniel Vorcaro um patrocínio privado para o projeto. “Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme”, disse o candidato. Ele também declarou: “Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro.”

A avaliação de investigadores, no entanto, é que o caso precisa ser tratado como objeto de apuração policial. A PF tenta esclarecer se houve vantagem indevida envolvendo um agente público e um agente privado, além de investigar a origem dos recursos, a eventual entrega de dinheiro, os participantes da operação, a forma como os valores circularam e o destino final dos recursos.

O ponto central da investigação é verificar se a possível vantagem foi solicitada ou recebida em razão da função pública exercida por Flávio Bolsonaro. No caso da suspeita de corrupção passiva, investigadores entendem que não é necessário, nesta etapa, apontar um ato de ofício específico como contrapartida direta.

O artigo 317 do Código Penal define corrupção passiva como o ato de “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”. É com base nessa hipótese que a PF busca detalhar as circunstâncias dos negócios ligados ao filme.

Para os investigadores, a apresentação do episódio apenas como um patrocínio privado não responde às principais dúvidas da apuração. A participação de um senador da República na relação, a origem do dinheiro e o caminho percorrido pelos recursos são elementos considerados relevantes para definir se houve irregularidade.

A apuração também mira os vínculos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro no contexto do projeto “Dark Horse”. De acordo com o blog, a versão de que não houve transferência direta para o senador não encerra as suspeitas, porque a investigação busca saber se eventual vantagem poderia ter sido destinada a terceiros, direta ou indiretamente.

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Flávio Bolsonaro não prestou contas do dinheiro de Vorcaro para o Dark Horse 

Fonte: G1/Brasil 247