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APOSTA ONLINE

Pesquisa revela que 42% das mulheres no Brasil já apostaram online

Mais da metade das brasileiras sente o impacto das apostas, seja direta ou indiretamente, segundo estudo.

Teresinha Ferreira

17 de agosto de 2026 às 20:24 ▪ Atualizado há 7 horas

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  • 42% das mulheres brasileiras já apostaram em plataformas online.
  • 20% continuam apostando atualmente.
  • 12% das que nunca apostaram são impactadas por quem aposta.
  • 54% das mulheres experimentam o impacto das apostas direta ou indiretamente.
  • A pesquisa destaca que apostas afetam finanças, convivência familiar e qualidade de vida.
  • Mulheres com filhos apostam 1,6 vez mais que aquelas sem filhos.
  • 45% das mulheres pardas já apostaram, seguidas por 39% das brancas e 37% das pretas.
  • Apostas são vistas como estratégia financeira para cobrir despesas essenciais.
  • Há um perigo no que é visto como uma ilusão de habilidade.
  • Sugere-se restringir publicidade e implementar suporte para famílias.
  • Entrevistadas apoiam medidas para conter apostas entre mulheres.

Agência Brasil Aposta online
Aposta online

Quatro em cada dez mulheres brasileiras (42%) apostam ou já apostaram em plataformas online, de acordo com a pesquisa Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias. Cerca de 20% delas continuam apostando atualmente.

Dentre as 58% que nunca jogaram, 12% sentem o efeito por meio de amigos ou familiares que apostam. Assim, 54% das mulheres no país experimentam o impacto das apostas, direta ou indiretamente.

Beatriz Della Costa, diretora do estúdio Clarice, destaca que o estudo revela a influência das apostas além das finanças, afetando o convívio familiar e a qualidade de vida. Segundo ela, entender essa dinâmica é crucial para pensar em prevenção.

O levantamento indica que mulheres com filhos apostam 1,6 vez mais que aquelas sem filhos. No recorte racial, 45% das autodeclaradas pardas apostaram em algum momento, seguidas por 39% das brancas e 37% das pretas.

Além disso, as apostas são vistas como estratégia financeira por muitas mulheres, que as utilizam para cobrir despesas essenciais, como alimentação e material escolar. No entanto, a ilusão de habilidade pode elevar esse comportamento a um nível perigoso.

Para combater os impactos negativos das apostas, a pesquisa sugere restringir a publicidade e implementar canais de apoio às famílias afetadas. A maioria das entrevistadas apoia essas medidas, ressaltando a urgência de políticas mais rígidas para conter o avanço das apostas entre as mulheres.

Fonte: Agência Brasil