Brasil

OPERAÇÃO UNHA E CARNE

Pastor Márcio Poncio volta a ser alvo da PF em investigação sobre lavagem de dinheiro

Nona fase da operação cumpre 4 mandados de busca no RJ e investiga suspeitas de ocultação de patrimônio por meio de empresas, imóveis e outros bens de alto valor

Da Redação

29 de outubro de 2026 às 10:12 ▪ Atualizado há 32 minutos

Ver resumo
  • A Polícia Federal realizou mais uma fase da Operação Unha e Carne, visando Márcio Poncio e Bernardo Coutinho Loyola.
  • A operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro.
  • Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, expedidos pelo STF.
  • As buscas focaram em salas comerciais e residenciais ligadas ao grupo investigado.
  • A investigação descobriu uma rede de imóveis luxuosos, aeronaves e veículos, registrados em nome de terceiros.
  • A PF suspeita da utilização de dinheiro em espécie e movimentações inconsistentes, com o uso de empresas nacionais e estrangeiras.
  • Também é investigado o uso de entidades religiosas para ocultar a propriedade de bens.
  • Márcio Poncio, já preso em julho, segue em prisão domiciliar determinada pelo STF.
  • A operação continua a buscar mais informações sobre a origem e titularidade dos bens investigados.

Reprodução Pastor Márcio Poncio
Pastor Márcio Poncio

O pastor e empresário Márcio Poncio voltou a ser alvo da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (29), durante a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro. A ação também tem como alvo Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do contraventor Adilsinho, apontado como um dos operadores do grupo investigado. 

Ao todo, os policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, as buscas ocorrem em salas comerciais apontadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo, além de um imóvel residencial ligado a um dos principais operadores identificados na investigação. Os agentes procuram documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a movimentação de recursos e a propriedade dos bens investigados. 

Investigação aponta rede de patrimônio

Segundo a Polícia Federal, a nova etapa foi desencadeada após a análise de informações extraídas de um celular apreendido na quinta fase da operação. Os dados teriam revelado novos endereços, empresas e ativos patrimoniais supostamente utilizados para administrar, movimentar e ocultar recursos financeiros.

As apurações identificaram indícios de uma rede formada por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas. Parte dos bens estaria registrada em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros que, formalmente, não teriam ligação direta com o núcleo investigado, mas que poderiam atuar como intermediários na administração do patrimônio.

A PF também apura o uso recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a rastreabilidade esperada e operações envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, inclusive em jurisdições com tributação favorecida.

Outro ponto investigado é a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvincular formalmente bens de alto valor de seus supostos proprietários. Essas hipóteses ainda são objeto de apuração e não representam, por si só, comprovação de irregularidades por parte de todas as pessoas ou instituições mencionadas na investigação. 

Pastor já havia sido preso na operação

Márcio Poncio foi preso em julho, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne. Posteriormente, teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, condição em que permanecia segundo reportagens publicadas nesta quinta-feira. 

A investigação que deu origem à operação apura uma organização criminosa com possíveis ramificações em diferentes setores. Ao longo das fases, as diligências passaram a investigar também suspeitas de lavagem de dinheiro e estruturas utilizadas para movimentar ou ocultar patrimônio.

A nova etapa busca reunir elementos adicionais para esclarecer a origem dos recursos, a titularidade dos bens e a eventual participação dos investigados nas práticas apuradas.

Até a publicação das informações consultadas, não havia divulgação oficial de novas prisões relacionadas especificamente aos mandados cumpridos nesta quinta-feira. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal.



Siga no WhatsApp (abre em uma nova aba)