Brasil

SEGURANÇA NOS VOOS

MPF solicita reforço na segurança de voos de helicóptero no Rio

Ação é direcionada contra União, Anac, Inea e município do Rio de Janeiro.

Teresinha Ferreira

13 de agosto de 2026 às 00:36 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • O MPF entrou com ação civil pública para segurança de voos de helicópteros no Rio de Janeiro.
  • A ação é contra a União, Anac, Inea e o município do Rio.
  • Recentemente, um acidente de helicóptero resultou na morte de três turistas e um piloto, causando incêndio na floresta.
  • Outro acidente em 2026 envolveu a colisão de dois helicópteros, matando seis pessoas, incluindo o cantor Oliver Tree e o youtuber Gaspi.
  • O MPF investiga a Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos por danos ao Parque Nacional da Tijuca.
  • Solicita-se que voos sigam a Rota Especial de Helicópteros Praia, longe da praia.
  • Urgência na fiscalização das normas e altitudes dos voos.
  • Anac deve controlar operadores para garantir o cumprimento das normas.
  • A investigação destaca o impacto dos voos panorâmicos no Rio, com mais de 24.681 voos em um ano.
  • O objetivo é assegurar a segurança sem proibir a atividade, segundo o procurador Sergio Suiama.

Agência Brasil Segurança de voos de helicóptero
Segurança de voos de helicóptero

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública solicitando medidas de segurança para voos comerciais de helicópteros no Rio de Janeiro. A ação é contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o município do Rio de Janeiro.

No último sábado (8), um helicóptero em voo panorâmico caiu no Parque Nacional da Tijuca, próximo à Vista Chinesa, causando a morte de três turistas colombianas e do piloto. O acidente também provocou um incêndio na floresta.

Em junho de 2026, dois helicópteros colidiram no ar na zona oeste do Rio, resultando na morte de seis pessoas e uma explosão que destruiu carros em um pátio de veículos elétricos. Entre as vítimas estavam o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi.

O MPF também determinou a abertura de inquérito para apurar a responsabilidade da Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda. por danos ao Parque Nacional da Tijuca. Essa investigação é independente das causas do acidente aéreo.

O MPF solicita ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) que os voos comerciais de helicópteros sigam a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), abrangendo voos panorâmicos. A rota está estabelecida a 600 metros da faixa de praia no litoral carioca.

O órgão também exige urgência na fiscalização das altitudes e normas das rotas de helicópteros. A Anac deve intensificar o controle sobre operadores para garantir o cumprimento das regras.

A ação segue investigações do MPF sobre os impactos dos voos panorâmicos na cidade, um setor que realizou 24.681 voos e transportou 81.390 passageiros em um ano, segundo a investigação.

“Não buscamos proibição, mas assegurar que a atividade não exponha moradores e áreas protegidas a riscos”, afirmou o procurador Sergio Suiama.

Notícias relacionadas

Fonte: Agência Brasil