NOVA BAIXA

"Eu escolhi sair", diz Nelson Teich sobre exoneração do Ministério da Saúde

Críticas ao uso da cloroquina contra Covid-19 e divergência sobre o fim do isolamento fizeram o ministro "pedir baixa"


Nelson Teich, novo ministro da Saúde

Nelson Teich, novo ministro da Saúde Foto: Reprodução/YouTube

Atualizado às 16h50

Durante a última coletiva concedida sobre sua atuação no Ministério da Saúde, o ex-ministro Nelson Teich não detalhou os motivos de sua saída, mas agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro pela oportunidade e afirmou que deixa um 'plano pronto' para auxiliar estados e municípios no combate ao coronavírus. Teich disse que a vida é feita de escolhas e que hoje decidiu sair [do Ministério da Saúde].

Atualizado às 12h10

Ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu exoneração do cargo no fim da manhã desta sexta-feira (15) por choque de opiniões combo presidente da República, Jair Bolsonaro. Nelson completaria um mês no cargo neste sábado (16). Essa é a segunda troca no Ministério da Saúde em meio à pandemia da Covid-19. Teich aceitou o cargo em substituição a Luiz Henrique Mandetta, demitido por Bolsonaro em 16 de abril. 

Desta vez, o desentendimento entre o ministro da Saúde e o presidente envolveu os protocolos de liberação da prescrição da cloroquina para pacientes da Covid-19 em fase inicial. Teich divergia do presidente quanto ao uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. Bolsonaro disse aos jornalistas nesta semana que era ele quem resolveria a questão e avisou hoje que o protocolo sobre o medicamento seria alterado.

Teich não ficou contente com a mudança devido a falta de comprovação cientifica de eficácia e os efeitos colaterais do medicamento no tratamento da Covid-19. O ex-ministro da Saúde também foi pego de surpresa ao ser avisado pela imprensa sobre a decisão de Bolsonaro em aumentar a lista de atividades essenciais com salões de beleza, academias e barbearias.

Uma coletiva de imprensa está marcada para esta tarde para esclarecer a exoneração. A pasta poderá ser assumida pelo secretário-executivo, general Eduardo Pazuello. Outros nomes como o deputado e ex-ministro Osmar Terra também voltou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde.

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