MAIS CALOR

Meteorologistas preveem efeitos contínuos do El Niño até outono

Embora o ápice do fenômeno já tenha passado, os meteorologistas observam que o aquecimento das águas ainda é evidente, mesmo após o período de pico


El Niño

El Niño Foto: Reprodução

Apesar das expectativas de enfraquecimento gradual do El Niño nos próximos meses, os meteorologistas alertam que os efeitos do fenômeno serão sentidos até abril. Está previsto que as anomalias causadas pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico começarão a diminuir sua intensidade ao longo de fevereiro e março, retornando às temperaturas normais entre abril e maio.

O El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, ocorre a cada dois a sete anos, com uma duração média de doze meses, impactando diretamente o aumento da temperatura global. O atual evento, iniciado em junho de 2023, atingiu seu pico entre dezembro e janeiro, registrando níveis de aquecimento significativos, superiores a 2°C.

Embora o ápice do fenômeno já tenha passado, os meteorologistas observam que o aquecimento das águas ainda é evidente, mesmo após o período de pico. O Niño 3.4, uma das principais referências para análises e previsões relacionadas ao El Niño, continua com um aquecimento de 1,8°C, indicando uma intensidade ainda considerável.

Ana Lúcia Frony, meteorologista e sócia-fundadora do Climate Change Channel, explica que, embora as imagens de satélite ainda não demonstrem o enfraquecimento do fenômeno, já há algumas mudanças perceptíveis. A tendência é que o El Niño perca intensidade nos próximos meses, com uma possível transição para a fase neutra e, posteriormente, para o La Niña.

Este último fenômeno, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, poderá ocorrer no segundo semestre de 2024. Os efeitos clássicos do La Niña no Brasil incluem aumento de chuvas no Norte e Nordeste, tempo seco no Centro-Sul com chuvas irregulares e maior variação térmica devido à entrada de massas de ar frio.

Siga nas redes sociais
Próxima notícia

Dê sua opinião: