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Kassab diz que Bolsonaro “não tem nenhuma vocação para vida pública” e bate martelo sobre Haddad para São Paulo

Presidente nacional do PSD afirmou que ex-presidente não teve vocação para o cargo e aposta em Ronaldo Caiado como alternativa para o Palácio do Planalto.

Da Redação

28 de abril de 2026 às 16:36 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Gilberto Kassab criticou a gestão de Jair Bolsonaro, afirmando que foi "sem vocação para a vida pública" e abaixo das expectativas.
  • Segundo Kassab, a vitória de Bolsonaro em 2018 se deveu ao sentimento antipetista, mas ele falhou em entregar um governo sólido.
  • A gestão de Bolsonaro se manteve devido a alguns membros do ministério, como Tarcísio de Freitas.
  • Kassab mostra ceticismo quanto à vitória de Lula ou Bolsonaro em 2026, apontando espaço para novos candidatos crescerem.
  • O PSD aposta na pré-candidatura de Ronaldo Caiado à presidência em 2026.
  • As redes sociais são vistas como fundamentais para a construção de campanhas políticas modernas.
  • Kassab descarta alianças com o PT em São Paulo e reafirma apoio ao governador Tarcísio de Freitas para reeleição.

Gilberto Kassab em almoço empresarial do Lide em SP
Gilberto Kassab em almoço empresarial do Lide em SP

Durante um encontro com empresários realizado nesta segunda-feira (27), em São Paulo, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disparou duras críticas contra a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o dirigente, Bolsonaro governou o país "sem nenhuma vocação para a vida pública" e teve um desempenho que ficou "muito aquém da expectativa dos brasileiros".

Kassab avaliou que a eleição de 2018 foi pautada pelo forte sentimento antipetista, o que facilitou a vitória de Bolsonaro, mas que o então presidente não conseguiu entregar um governo sólido. Segundo o dirigente, a gestão só se manteve de pé devido a poucos nomes da equipe ministerial, entre os quais citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como um dos pilares que garantiram a condução do governo até o fim.

Ao analisar a corrida presidencial de 2026, Kassab demonstrou ceticismo quanto à polarização. "Hoje, vou ser sincero com vocês, não vejo o Lula nem o Bolsonaro ganhando a eleição", declarou. Para o presidente do PSD, a alta rejeição aos nomes tradicionais abre espaço para que candidatos menos conhecidos nacionalmente cresçam ao longo da campanha.

Nesse contexto, o partido mantém o foco na pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao Palácio do Planalto. Kassab também relativizou a necessidade de palanques tradicionais, destacando que as redes sociais desempenham um papel central na construção de candidaturas contemporâneas.

Posicionamento em São Paulo

No plano estadual, Kassab foi categórico ao descartar qualquer aproximação com o PT, mesmo após recentes acenos públicos de Fernando Haddad, que buscava diálogo sobre o cenário político paulista. Segundo o dirigente, a possibilidade de aliança com o partido de Haddad é "zero".

Kassab reafirmou o apoio "incondicional" do PSD à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O dirigente buscou encerrar especulações sobre um possível distanciamento entre ambos, minimizando eventuais desgastes na composição da chapa para 2026 e garantindo que o partido permanecerá ao lado do atual governador, independentemente de negociações de cargos.

Fonte: Revista Fórum