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JUSTIÇA DO TRABALHO

Justiça do Trabalho interrompe demissões nas Casas Bahia

Decisão atende pedido da CNTC após empresa anunciar dificuldades e recuperação judicial.

Da Redação

19 de agosto de 2026 às 18:08 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Justiça do Trabalho suspendeu demissões em massa nas Casas Bahia após decisão judicial.
  • A decisão foi em resposta a um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).
  • A varejista está enfrentando dificuldades financeiras e pediu recuperação judicial, o que levou à demissão de 1,9 mil trabalhadores e fechamento de 298 lojas.
  • A juíza destacou a necessidade de intervenção sindical nas demissões, conforme a legislação trabalhista.
  • As empresas devem garantir a reintegração dos funcionários e restabelecer seus direitos trabalhistas.
  • A Casas Bahia declarou que respeita a decisão e está avaliando os passos seguintes.

Agência Brasil Suspenção de demissões nas Casas Bahia
Suspenção de demissões nas Casas Bahia

A Justiça do Trabalho suspendeu as demissões em massa feitas pelas Casas Bahia em uma decisão na noite desta terça-feira (18). A medida responde a um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que buscou barrar as dispensas.

Na semana passada, a varejista revelou enfrentar dificuldades financeiras e entrou com um pedido de recuperação judicial, resultando na demissão de cerca de 1,9 mil trabalhadores e fechamento de 298 lojas.

A juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, determinou que as demissões aconteceram sem a necessária intervenção sindical. Segundo ela, essa medida é fundamental de acordo com a legislação e jurisprudência dos tribunais trabalhistas.

"A medida não impede a requerida de, após efetiva intervenção sindical, adotar nova decisão empresarial sobre redimensionamento. Exige-se apenas que haja informação e interlocução real antes de implementar qualquer decisão", explicou a magistrada.

A empresa terá cinco dias para reintegrar os funcionários e garantir seus direitos trabalhistas, incluindo plano de saúde e benefícios, que devem ser restabelecidos em 48 horas.

Em comunicado, a varejista afirmou que respeita as decisões judiciais e que está avaliando os próximos passos. “A companhia tomou conhecimento da decisão judicial e está avaliando seus termos. Reforça que respeita as determinações da Justiça e prestará os esclarecimentos necessários no âmbito do processo", declarou a empresa.

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Fonte: Agência Brasil