O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo na próxima quinta-feira (19) para concorrer ao governo de São Paulo nas Eleições de 2026. A decisão, confirmada por fontes próximas ao governo, atende a um pedido direto do presidente Lula, que vê em Haddad o nome mais forte para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no maior colégio eleitoral do país
A movimentação ocorre estrategicamente antes do prazo de desincompatibilização da legislação eleitoral, que exige a saída de cargos oficiais até seis meses antes do pleito.
A mudança de postura de Haddad, que inicialmente resistia à ideia, foi impulsionada pelo cenário de polarização mostrado nas últimas pesquisas. O levantamento Datafolha do último sábado (7) acendeu o alerta no Palácio do Planalto ao mostrar um empate técnico no segundo turno presidencial entre Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (43%). Para o governo, garantir um palanque forte em São Paulo é vital para sustentar a candidatura à reeleição de Lula em 2026.
Outro ponto importante é que, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no domingo (8), Haddad apresenta um desempenho melhor que outras possibilidades ventiladas pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB).
O ministro da Fazenda, no entanto, ainda aparece atrás de Tarcísio nas intenções de voto. O atual governador do estado tem 44% das intenções de voto, na pesquisa, ante 31% do ministro da Fazenda.
Mesmo atrás de Tarcísio, Haddad apresenta um desempenho superior ao de outros nomes cogitados pela base governista, como Geraldo Alckmin e Simone Tebet. A saída de Haddad da Fazenda abre agora uma disputa interna e gera expectativa no mercado financeiro sobre quem assumirá o controle da economia brasileira em um momento de alta volatilidade global e pressões inflacionárias decorrentes da crise no Oriente Médio.
Fonte: g1