O goleiro Bruno Fernandes de Souza, de 41 anos, foi anunciado oficialmente pelo Vasco-AC e regularizado para disputar a Copa do Brasil. Liberado para atuar, ele estreou com a camisa do clube na quinta-feira (19). A volta aos gramados reacendeu a repercussão nacional em torno de seu passado judicial.
Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado da modelo Eliza Samudio, crime ocorrido em 2010. De acordo com as investigações e a sentença, Eliza foi atraída até um sítio ligado ao então jogador, em Minas Gerais, onde teria sido mantida em cárcere privado e assassinada. O caso teve como pano de fundo disputas relacionadas ao reconhecimento de paternidade do filho da modelo, que cobrava apoio financeiro do atleta.
Durante o processo, um adolescente envolvido relatou participação no sequestro e afirmou ter agredido a vítima. Segundo o inquérito, Eliza teria sido mantida com os braços amarrados e posteriormente estrangulada por Marcos Aparecido dos Santos, ex-policial conhecido como Bola, também condenado. Conforme o depoimento, após o crime, ele teria ordenado que os demais deixassem o local e seguido em direção a um canil carregando um saco que supostamente continha o corpo esquartejado. Parte dos restos mortais teria sido lançada a cães da raça Rottweiler. O corpo de Eliza Samudio nunca foi localizado.
Bruno cumpriu parte da pena em regime fechado e, após progressões concedidas pela Justiça, voltou a atuar profissionalmente no futebol.
A contratação do goleiro ocorre em meio a outra controvérsia envolvendo o Vasco-AC. Quatro jogadores do elenco são investigados por suspeita de estupro contra duas mulheres, em um caso registrado neste mês de fevereiro e que ganhou repercussão nacional nas últimas semanas.
Segundo relatos, os atletas Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior respondem à investigação, e alguns já tiveram prisão decretada pela Justiça. O clube informou que colabora com as autoridades e afirmou não compactuar com qualquer forma de violência, adotando medidas internas enquanto o processo segue em andamento.
A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar os fatos, colheu depoimentos e solicitou exames periciais. A defesa dos jogadores nega as acusações e sustenta que as relações foram consensuais. O caso permanece sob investigação e ainda não há decisão judicial definitiva.
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