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EXPANSÃO AGRÍCOLA

Expansão agrícola avança 11 milhões de hectares na Mata Atlântica

MapBiomas revela perda de quase 10 milhões de hectares de vegetação no bioma em 41 anos.

Teresinha Ferreira

21 de setembro de 2026 às 07:52 ▪ Atualizado há 51 minutos

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  • A Mata Atlântica perdeu quase 10 milhões de hectares de vegetação nos últimos 41 anos.
  • A área dedicada à agricultura expandiu em 11 milhões de hectares no mesmo período.
  • Um quarto da vegetação nativa atual é de áreas regeneradas desde 1985.
  • O bioma perdeu 9,7 milhões de hectares de vegetação madura e ganhou mais de 8 milhões de secundária.
  • Entre 2021 e 2025, 1,2 milhão de hectares foram suprimidos, incluindo vegetação madura e secundária.
  • A tendência é de queda na supressão de vegetação nativa desde os anos 2000.
  • Rio de Janeiro e São Paulo não perderam vegetação nativa nos últimos 41 anos.
  • Apenas 32% da área total da Mata Atlântica ainda possui vegetação nativa, enquanto a agropecuária ocupa 63%.
  • Pastagens perderam cerca de 11 milhões de hectares, com expansão de soja e cana-de-açúcar.
  • Em 2025, 25% da soja e 50% da cana-de-açúcar do Brasil estavam na Mata Atlântica.
  • A silvicultura cresceu 3,8 milhões de hectares, principalmente no Paraná e Santa Catarina.
  • Áreas urbanizadas aumentaram 2,5 vezes, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba durante o período.

Agência Brasil Expansão agrícola
Expansão agrícola

Nos últimos 41 anos, a Mata Atlântica perdeu quase 10 milhões de hectares de vegetação, enquanto a área dedicada à agricultura se expandiu em 11 milhões de hectares. É o que indica um levantamento divulgado pelo MapBiomas nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore.

Um quarto da vegetação nativa existente hoje corresponde a áreas regeneradas após desmatamento desde 1985. Os dados pertencem à Coleção 11 dos Mapas Anuais de Cobertura e Uso da Terra no Brasil, que reúne informações de 1985 a 2025.

Durante este período, o bioma perdeu 9,7 milhões de hectares de vegetação madura, mas ao mesmo tempo ganhou mais de 8 milhões de hectares de vegetação secundária, indicando áreas onde a vegetação voltou a crescer.

A pesquisa mostra um aumento no desmatamento de regiões regeneradas. Entre 2021 e 2025, foram suprimidos 1,2 milhão de hectares, sendo 700 mil hectares de vegetação secundária e 500 mil de vegetação madura.

Apesar disso, a supressão de vegetação nativa apresenta tendência de queda ao longo da série histórica. Desde os anos 2000, a perda de vegetação nativa ficou abaixo de 2 milhões de hectares a cada cinco anos.

Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo não registraram perda de vegetação nativa nos últimos 41 anos.

A coordenadora técnica da Mata Atlântica no MapBiomas, Natália Crusco, enfatiza a importância de evitar novos desmatamentos, especialmente em um bioma já fragmentado.

Com uma área total de cerca de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, 32% da Mata Atlântica ainda possui vegetação nativa, enquanto a agropecuária ocupa 63%. A agricultura, especificamente, ocupa 20,5 milhões de hectares do bioma.

Grande parte das transformações ocorreu sobre pastagens, que perderam cerca de 11 milhões de hectares. Segundo o MapBiomas, a soja e a cana-de-açúcar expandiram significativamente suas áreas durante o período.

Em 2025, a Mata Atlântica abrigava 25% da soja, 50% da cana-de-açúcar, 68% do café e 34% do citrus plantados no Brasil.

A silvicultura cresceu 3,8 milhões de hectares, e metade das plantações estava na Mata Atlântica em 2025, com destaque para as atuações no Paraná e em Santa Catarina.

Áreas urbanizadas também cresceram 2,5 vezes entre 1985 e 2025, atingindo 2,3 milhões de hectares, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

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Fonte: Agência Brasil