Brasil

DISCORD e ANPD

Discord interrompe transmissões ao vivo após decisão da ANPD

Suspensão visa combater violência e coação de menores em transmissões de vídeo.

Teresinha Ferreira

17 de agosto de 2026 às 16:32 ▪ Atualizado há 2 horas

Ver resumo
  • O Discord suspendeu a transmissão de vídeos no Brasil por ordem da ANPD.
  • A ação visa combater a violência e coação de menores na plataforma.
  • Um caso de suicídio envolvendo uma adolescente destacou a necessidade da medida.
  • A suspensão cumpre um prazo dado pela ANPD, com efeito até hoje.
  • Comunicação via texto e áudio continua ativa no Discord.
  • A empresa busca uma solução com a ANPD para retomar os vídeos.
  • A ANPD justifica a medida para proteger crianças e adolescentes contra riscos.

Agência Brasil Discord suspendeu a transmissão de vídeos no Brasil
Discord suspendeu a transmissão de vídeos no Brasil

O Discord suspendeu a transmissão de vídeos no Brasil por determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A medida foi tomada no último dia 12, como forma de combater episódios de violência e coação de menores de 18 anos que ocorriam através da plataforma.

A decisão ocorreu após um caso trágico em Naviraí (MS), onde uma adolescente de 13 anos cometeu suicídio em 22 de julho. Em comunicado nesta segunda-feira (17), o Discord confirmou a suspensão dos recursos de vídeo em cumprimento à determinação da ANPD.

O prazo dado pela agência para a plataforma cumprir a determinação terminou hoje. O Discord informou que, apesar da suspensão, as comunicações via texto e áudio seguem funcionais.

A empresa está em diálogo com a ANPD para buscar uma solução que permita o restabelecimento das transmissões de vídeo no país. A companhia destacou que o vídeo é uma "parte importante e valorizada" da experiência dos usuários.

A ANPD justificou a medida como uma forma de garantir a proteção dos usuários, sobretudo crianças e adolescentes. A Superintendência de Fiscalização da agência identificou falhas na proteção aos dados e riscos de exposição a conteúdos prejudiciais.

Fonte: Agência Brasil