Brasil

REGULAÇÃO DE BETS

AGU solicita ao STF que mantenha proibição de bets no Brasil

AGU pede que Fux espere a PGR antes de decidir sobre suspensão de MP

Teresinha Ferreira

06 de outubro de 2026 às 12:27 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A AGU solicitou ao STF a manutenção da proibição das bets no Brasil, conforme a medida provisória vigente.
  • Foi pedido que o ministro Luiz Fux aguarde a manifestação da PGR antes de decidir sobre a suspensão da MP.
  • A AGU sugere uma nova audiência pública antes de qualquer decisão, como a realizada em novembro de 2024.
  • A solicitação surge após queixas da ANJL e do IBJR, que alegam prejuízos significativos devido à MP.
  • A MP assinada pelo presidente Lula em setembro proíbe a exploração e publicidade das bets em todo o país.
  • A AGU argumenta que a regulamentação das apostas fixas não protegeu suficientemente contra os riscos dos jogos.
  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, destacou impactos negativos nas finanças familiares e na saúde pública.
  • Estudos apontam um aumento de 140% nos atendimentos do SUS relacionados a transtornos causados pelas apostas.
  • A extinção das bets representa uma perda estimada de R$ 5 bilhões anuais em arrecadação para o governo.

Agência Brasil Advocacia-Geral da União (AGU)
Advocacia-Geral da União (AGU)

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que mantenha a proibição das bets no Brasil, conforme estabelece a medida provisória (MP) em vigor. O órgão também pediu que o ministro Luiz Fux aguarde a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a solicitação de suspensão dos efeitos da MP.

No parecer, é sugerido que Fux realize uma nova audiência pública, similar à ocorrida em novembro de 2024, antes de tomar qualquer decisão. Essa medida foi motivada pela solicitação da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que argumentam que a MP gerou prejuízos consideráveis às empresas do setor.

A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets em todo o território nacional. A AGU defende que a regulamentação das apostas fixas não garantiu proteção suficiente à população contra os riscos associados aos jogos de azar.

Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, a exploração das bets impactou negativamente o orçamento familiar, o endividamento e a saúde da população. Estudos indicaram um aumento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados a transtornos causados pelas apostas.

Em relação à arrecadação, Jorge Messias afirma que não houve renúncia fiscal, pois a extinção do setor eliminou a base sobre a qual os tributos eram aplicados. O governo calcula uma perda de aproximadamente R$ 5 bilhões anuais em arrecadação com a extinção das bets.

Fonte: Agência Brasil