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Advogada piauiense atua em júri de BH que absolveu mãe que matou e cortou o pênis de homem

Élida Fabrícia, advogada piauiense, ajudou a inocentar mãe acusada de matar o abusador de sua filha em Minas Gerais

Da Redação

Segunda - 13/04/2026 às 16:03



Foto: Divulgação Tribunal do Júri que atuou em caso que inocentou mãe acusada de matar e cortar o pênis de homem que abusou da filha de 11 anos
Tribunal do Júri que atuou em caso que inocentou mãe acusada de matar e cortar o pênis de homem que abusou da filha de 11 anos

A advogada piauiense Élida Fabrícia integrou o Tribunal de Júri que inocentou Érica Pereira Silveira Vicente, de 43 anos, acusada de matar e castrar um homem que teria abusado sexualmente de sua filha de apenas 11 anos. O caso ganhou repercussão nacional e reforçou o debate sobre os limites da justiça com as próprias mãos em contextos de extrema violência e falha na proteção de menores.

No julgamento, o conselho de sentença decidiu, por maioria de votos, absolver a ré de todas as acusações, que incluíam homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. A defesa sustentou teses que sensibilizaram os jurados diante da denúncia de abuso infantil que originou o crime, ocorrido em março de 2025. 

 Élida Fabrícia, advogada piauiense que atuou no Tribunal do Júri de caso de repercussão nacional

A sentença proferida pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti confirmou a liberdade da mãe, afastando as qualificadoras de meio cruel alegadas pelo Ministério Público.

A participação de Élida Fabrícia no julgamento repercutiu não apenas pelo resultado jurídico favorável, mas pela complexidade ética e social que o caso trouxe à tona. Para especialistas, a absolvição acende um alerta sobre a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes no combate à pedofilia e na assistência a famílias vítimas de abusadores. A presença da advogada do Piauí em um processo de tamanha magnitude reafirma a competência da advocacia piauiense no cenário jurídico brasileiro em temas de alta sensibilidade e relevância humana.

O que diz a lei e como denunciar

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei nº 8.069/1990 — estabelece a proteção integral e os direitos fundamentais de crianças e adolescentes.

A violação de direitos ocorre quando crianças ou adolescentes são colocados em situação de risco, incluindo:

  • violência física, psicológica ou sexual;
  • negligência ou abandono;
  • exploração ou abuso;
  • trabalho infantil;
  • recusa de matrícula escolar;
  • situação de rua;
  • conflitos familiares graves.

Denúncias podem ser feitas aos Conselhos Tutelares, órgãos municipais responsáveis por zelar pelos direitos da infância e adolescência.

Em situações urgentes, também é possível acionar o Disque 100 ou a Polícia Militar (190).

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