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CALOR EXTREMO

Teresina registra 41°C e lidera ranking de cidades mais quentes do Brasil

Capital do Piauí teve a maior temperatura registrada pelo Inmet na terça-feira (6); seis cidades piauienses aparecem entre as dez primeiras

Por Natalia Costa

07 de outubro de 2026 às 10:45 ▪ Atualizado há 50 minutos

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  • Teresina registrou a maior temperatura do Brasil com 41°C, liderando o ranking do Inmet.
  • Seis cidades do Piauí estão entre as dez com as maiores temperaturas, incluindo Oeiras e Campo Maior.
  • Temperaturas elevadas exigem cuidados especiais com a saúde, principalmente para grupos vulneráveis.
  • Recomenda-se aumentar a ingestão de água, usar roupas leves e evitar exposição ao sol.
  • Sintomas como tontura e náusea requerem atenção médica urgente.
  • Altas temperaturas aumentam o risco de queimadas e incêndios florestais.
  • A população deve evitar práticas que possam iniciar incêndios em áreas secas.

Reprodução Inmet prevê tempo seco e calor
Inmet prevê tempo seco e calor

Teresina registrou 41°C na terça-feira (6) e liderou o ranking das maiores temperaturas registradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Brasil. O levantamento mostra ainda a presença de seis cidades do Piauí entre os dez municípios com os maiores registros de temperatura no país.

Além da capital, aparecem no ranking Oeiras, com 40,8°C; Campo Maior, com 39,7°C; Picos, com 39°C; Castelo do Piauí, com 38,9°C; e Piripiri, também com 38,9°C.

Com o registro de 41°C, Teresina ficou à frente de Oeiras, que ocupou a segunda posição. Jaguaribe, no Ceará, apareceu em terceiro lugar, com 39,9°C. Também integram a lista municípios do Maranhão, Bahia e Amazonas.

Calor aumenta atenção para saúde

As temperaturas próximas ou acima dos 40°C exigem cuidados, principalmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Segundo o Ministério da Saúde, a exposição prolongada ao calor intenso pode provocar desidratação e insolação, uma condição grave que ocorre quando o organismo perde a capacidade de controlar a própria temperatura. 

A orientação é aumentar a ingestão de água ao longo do dia, usar roupas leves, permanecer em locais ventilados e reduzir a exposição direta ao sol nos horários de maior calor. O Ministério da Saúde também recomenda evitar atividades físicas intensas durante os períodos mais quentes e dar preferência a ambientes com sombra e circulação de ar. 

Em caso de sintomas como dor de cabeça, tontura, náusea, fraqueza, pele quente e seca, confusão mental ou temperatura corporal muito elevada, é necessário buscar atendimento médico. A insolação pode evoluir para complicações graves e até levar à morte quando não tratada rapidamente. 

Calor também aumenta risco de queimadas

O cenário de temperaturas elevadas chama atenção ainda para o risco de queimadas e incêndios florestais, especialmente em períodos de tempo mais seco. O boletim mais recente do Painel El Niño 2026-2027, elaborado por órgãos como INPE, Inmet e CEMADEN, aponta tendência de temperaturas acima da média e condições mais secas no centro-norte do país, com maior risco de fogo.

O calor, isoladamente, não significa que haverá uma queimada, mas condições de vegetação seca podem facilitar a propagação das chamas quando ocorre um incêndio. Por isso, a população deve evitar práticas que possam provocar fogo em áreas de vegetação, como queimadas para limpeza de terrenos e descarte inadequado de materiais inflamáveis. 

A sequência de temperaturas elevadas reforça a necessidade de atenção da população em Teresina e no interior do Piauí, tanto para os cuidados com a saúde quanto para a prevenção de incêndios durante o período de calor intenso.


Fonte: INMET