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Renascimento equino na Mongólia

Takhi: o cavalo selvagem que renasceu na Mongólia

Projeto internacional reintroduziu 354 cavalos selvagens no Parque Nacional Hustai.

Da Redação

22 de agosto de 2026 às 16:46 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • No Parque Nacional Hustai, Mongolia, 354 cavalos selvagens takhi vivem livres em morros e estepes.
  • Esses cavalos, também conhecidos como cavalo-de-Przewalski, foram reintroduzidos após extinção na natureza por quase três décadas.
  • Takhi é um símbolo nacional na Mongólia, representando respeito e adoração.
  • Têm 66 cromossomos, diferenciando-se dos cavalos domesticados.
  • Capturas para zoológicos reduziram as populações selvagens; na década de 1970, programas de reprodução começaram na Europa.
  • Em 1992, os cavalos começaram a ser reintroduzidos na Mongólia.
  • Hoje, existem mais de 800 espécimes em reservas no país.
  • Desafios incluem mudanças climáticas e aumento do rebanho doméstico.
  • Soluções incluem criar alternativas econômicas para comunidades locais, diminuindo a dependência da pecuária.

Agência Brasil Takhi: o cavalo selvagem que renasceu na Mongólia

No Parque Nacional Hustai, na Mongólia, 354 cavalos selvagens, conhecidos como takhi, correm livres por morros e estepes. Esses animais, extintos na natureza por quase três décadas, foram reintroduzidos graças a um projeto de restauração envolvendo cientistas locais e internacionais.

O cavalo-de-Przewalski, como é chamado mundialmente, é um símbolo nacional, presente em roupas e obras de arte. "Takhi significa respeito e adoração, refletindo o espírito livre e a resistência", destacou Dashpurev Tserendeleg, diretor do parque.

Os takhis são considerados os únicos cavalos verdadeiramente selvagens ainda existentes, diferenciando-se geneticamente dos domesticados, com 66 cromossomos em vez de 64.

A captura para zoológicos europeus levou à diminuição das populações selvagens, até que, na década de 1970, programas de reprodução na Europa estabeleceram as bases para sua reintrodução. Em 1992, começaram as liberações controladas de cavalos na Mongólia.

Hoje, além dos 354 animais em Hustai, outras reservas no país abrigam mais de 800 espécimes. "A cooperação internacional salvou esse grande mamífero da extinção", afirma Tserendeleg.

A conservação dos takhis enfrenta desafios, como as mudanças climáticas e o aumento do rebanho doméstico. Medidas incluem o desenvolvimento de alternativas econômicas para as comunidades locais, reduzindo a dependência da pecuária.

Fonte: Agência Brasil