Economia

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Lula e Trump agendam reunião para discutir tarifas comerciais

Ministros do Brasil e dos EUA se encontram virtualmente na próxima segunda para negociar tarifas.

Teresinha Ferreira

25 de agosto de 2026 às 16:41 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Os ministros do Brasil e dos EUA terão uma reunião virtual para discutir tarifas sobre produtos brasileiros.
  • A decisão de retomar negociações foi acordada entre os presidentes Lula e Trump.
  • As tarifas americanas, de 25%, afetam produtos como ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar e etanol.
  • O Brasil recorreu à OMC alegando que as tarifas são inconsistentes com as regras comerciais internacionais.
  • Ambos os governos buscam reduzir os impactos econômicos e manter uma relação comercial positiva.

Agência Brasil Tarifas comerciais
Tarifas comerciais

Os ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, vão se reunir na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. O encontro virtual busca discutir as tarifas impostas recentemente pelos EUA sobre produtos brasileiros, conforme confirmou o ministério à Agência Brasil.

A decisão de retomar as negociações foi acertada durante um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na última sexta-feira (21). A conversa, que durou cerca de uma hora e 20 minutos, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial e abriu um novo canal de diálogo em meio à disputa comercial.

Lula destacou que as tarifas prejudiciais instauradas pelos EUA têm justificativas infundadas e defendeu a retomada do diálogo como caminho para aliviar o impacto econômico nos dois países. Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e indicou disposição para novas conversas entre as equipes governamentais.

O impacto do tarifaço, iniciado em julho pelo USTR com uma sobretaxa de 25%, atinge produtos como ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol e outros. Estas tarifas representam uma reação dos EUA a práticas consideradas prejudiciais ao comércio estadunidense.

O governo brasileiro já recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) argumentando que as tarifas são inconsistentes com suas regras. Os EUA aceitaram participar das consultas iniciadas pelo Brasil nesse contexto.

Em nota, o governo brasileiro reafirmou compromisso em reduzir os danos causados pelas taxas à economia nacional e manter a comercialização superavitária com os EUA.

Fonte: Agência Brasil