Arte e Cultura

PATRIMÔNIO

Iphan reconhece primeiro quilombo urbano no Rio de Janeiro

Decisão destaca a importância cultural do Quilombo Ferreira Diniz, na Glória.

Teresinha Ferreira

24 de setembro de 2026 às 00:39 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Iphan aprovou o tombamento do Quilombo Ferreira Diniz, no Rio de Janeiro, como o primeiro quilombo urbano do estado reconhecido.
  • A decisão foi feita na 114ª reunião do Conselho Consultivo do Iphan.
  • O quilombo será inscrito em um livro dedicado a sítios históricos de antigos quilombos, destacando sua importância cultural e histórica.
  • Na mesma reunião, foram aprovados o registro do Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito, de Guaratinguetá, e o tombamento da Capela do Cristo Operário, em São Paulo.
  • O Cortejo é uma celebração tradicional realizada no Domingo de Páscoa com cerca de 2 mil cavaleiros.
  • A Capela do Cristo Operário é um marco social e industrial das décadas de 1930 e 1950 em São Paulo.
  • O Iphan também revalidou os registros culturais do Fandango Caiçara e da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, no Ceará.

Agência Brasil Quilombo urbano no Rio de Janeiro
Quilombo urbano no Rio de Janeiro

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou o tombamento do Quilombo Ferreira Diniz, localizado no bairro da Glória, Rio de Janeiro, tornando-o o primeiro quilombo urbano do estado a receber esse reconhecimento.

A decisão foi tomada na terça-feira (22), durante a 114ª reunião do Conselho Consultivo do instituto. O quilombo agora será inscrito no Livro do Tombo de Documentos e Sítios Detentores de Reminiscências Históricas de Antigos Quilombos.

Segundo o Iphan, este reconhecimento ressalta a relevância histórica e cultural dos territórios quilombolas, que são espaços de memória e convivência importantes para a identidade afro-brasileira.

Na mesma sessão, o Conselho ainda aprovou o registro do Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito, de Guaratinguetá (SP), e o tombamento da Capela do Cristo Operário, em São Paulo. O cortejo, realizado no Domingo de Páscoa, reúne cerca de 2 mil cavaleiros e será registrado como celebração tradicional.

A capela da antiga Fábrica Unilabor é reconhecida como um importante marco social e industrial paulistano nas décadas de 1930 e 1950, sendo agora inscrita no Livro do Tombo Histórico e no Livro do Tombo das Belas Artes.

Além disso, o Iphan revalidou os registros do Fandango Caiçara e da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, em Barbalha (CE), reafirmando a proteção desses patrimônios culturais.

Fonte: Agência Brasil