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FOGO

Incêndio destrói plantas, vegetação e mata animais em terreno da Embrapa

Fogo atingiu banco de germoplasma com espécies estudadas há mais de 30 anos e provocou a morte de animais silvestres em Teresina

Por Redação

07 de outubro de 2026 às 11:48 ▪ Atualizado há 45 minutos

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  • Um incêndio devastou parte da área da Embrapa em Teresina, causando prejuízos ambientais e científicos.
  • As chamas atingiram um banco de germoplasma com espécies nativas usadas em pesquisas há mais de 30 anos, incluindo mangaba, bacuri e cajá.
  • Animais silvestres, como pacas e camaleões, morreram no incêndio.
  • Espécies mantidas pela Embrapa, como aves caipiras e cabras, foram preservadas.
  • Quatro focos de incêndio levantaram suspeitas e serão investigados pelas autoridades.
  • O combate ao fogo envolveu o Corpo de Bombeiros, o Exército e a brigada da Embrapa.
  • Condições meteorológicas, com altas temperaturas e baixa umidade, dificultaram o controle do incêndio.

Benonias Cardoso Incêndio em terreno da Embrapa
Incêndio em terreno da Embrapa

Vegetação devastada, plantas utilizadas em pesquisas destruídas e animais silvestres mortos. Esse foi o resultado do incêndio que atingiu uma área da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Teresina, e provocou um prejuízo ambiental e científico que ainda será dimensionado pela instituição.

As chamas alcançaram um banco ativo de germoplasma, onde eram mantidas espécies nativas utilizadas em estudos há mais de 30 anos. Entre as plantas atingidas estão mangaba, bacuri e cajá.

O banco de germoplasma reúne materiais genéticos de plantas que são conservados para pesquisas, preservação de espécies e desenvolvimento de novas variedades. Com o incêndio, parte desse material foi destruída pelas chamas.

Animais também foram atingidos

A destruição provocada pelo fogo não ficou restrita à vegetação. Animais silvestres que estavam na área também morreram durante o incêndio.

Segundo a Embrapa, foram encontrados exemplares de pacas e camaleões entre os animais mortos.

As espécies mantidas pela própria instituição, utilizadas em atividades de pesquisa, conseguiram ser preservadas. A coleção de aves caipiras nativas e as cabras da Embrapa chegaram a ficar ameaçadas pelo avanço das chamas, mas foram mantidas fora da área de risco.

Quatro focos levantam suspeita

Outro ponto que chamou a atenção das equipes foi a existência de quatro focos de incêndio em um mesmo ambiente, registrados com poucos minutos de diferença.

A suspeita deverá ser encaminhada às autoridades responsáveis pela investigação.

Combate ao incêndio

Para controlar as chamas, foram mobilizadas equipes do Corpo de Bombeiros, do Exército e da própria brigada de incêndio da Embrapa. Na terça-feira (6), três carros de combate a incêndio dos Bombeiros participaram da operação, além de caminhões-pipa do Exército.

Nesta quarta-feira (7), o trabalho de rescaldo e monitoramento continuava na área atingida.

As condições meteorológicas também dificultaram o controle do fogo. Na terça-feira, a Prefeitura de Teresina registrou temperatura próxima de 44°C na região, enquanto a umidade relativa do ar chegou a 15%, favorecendo a propagação das chamas sobre a vegetação seca.