Política

ELEIÇÕES 2026

Merlong pede voto em Lula no 2° turno e apoia fim da escala 6x1

Deputado federal afirmou que redução da jornada de trabalho representa uma das diferenças entre os projetos em disputa na eleição presidencial

Por Redação

07 de outubro de 2026 às 11:43 ▪ Atualizado há 46 minutos

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  • Merlong Solano, deputado federal (PT), apoia a eleição de Lula no segundo turno presidencial.
  • Destaca a diferença entre os projetos: fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho.
  • A PEC 221/2019 propõe reduzir de 44 para 40 horas semanais e dois dias de repouso sem redução salarial.
  • Debate no Senado enfrenta oposição, que quer adiar a votação.
  • Solano reforça a defesa da democracia, geração de empregos, distribuição de renda e serviços públicos.
  • Critica a relação de Flávio Bolsonaro com Trump, temendo perda de autonomia estratégica.
  • Cita riscos ao controle do Pix e terras raras por empresas dos EUA.
  • Encoraja mobilização pro-Lula, destacando propostas para saúde, educação e programas sociais.

Mario Agra/Camara dos deputados Deputado federal Merlong Solano (PT-PI)
Deputado federal Merlong Solano (PT-PI)

O deputado federal Merlong Solano (PT) reforçou, nesta terça-feira (6), o apoio à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Entre os pontos citados pelo parlamentar para diferenciar os projetos em disputa está o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, em análise no Senado, prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e começou a ser discutida pelo Plenário nesta terça-feira (6), em meio a protestos da oposição, que defende o adiamento da votação.

Segundo Merlong, a eleição coloca em disputa diferentes projetos para o futuro dos trabalhadores brasileiros.

“O que está em disputa é o futuro do trabalhador brasileiro. É preciso escolher entre um projeto que busca distribuir os ganhos do desenvolvimento, com mais emprego, direitos e qualidade de vida, e outro que vai transferir o peso dos ajustes econômicos para o trabalhador e para a classe média”, afirmou.

Deputado defende campanha de Lula

Merlong também relacionou a eleição à defesa da democracia, à geração de empregos, à distribuição de renda e à recuperação dos serviços públicos.

“Devemos nos mobilizar para fortalecer a campanha do presidente Lula. É um compromisso que a gente tem com a defesa da democracia, com o crescimento econômico que gera empregos e ajuda a distribuir renda, com a recuperação de serviços públicos essenciais e com a autonomia do Brasil perante o mundo”, declarou.

Crítica à relação com os Estados Unidos

O deputado também criticou a relação defendida por Flávio Bolsonaro com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Merlong, o Brasil corre o risco de perder autonomia em áreas consideradas estratégicas.

O parlamentar citou o Pix e as terras raras como exemplos de setores que, segundo ele, devem permanecer sob controle brasileiro.

“Nós estamos sob o risco de voltarmos a ser tratados apenas como um quintal dos Estados Unidos. É isso que o Flávio Bolsonaro prometeu para Trump. Ele não terá dificuldade em relação ao Pix, para submetê-lo aos cartões de crédito dos Estados Unidos, e não terá dificuldade em relação ao controle das nossas terras raras por grandes empresas dos Estados Unidos”, disse o petista.

Merlong pede mobilização no segundo turno

Ao concluir, o deputado reforçou o pedido de mobilização em favor de Lula e afirmou que os eleitores devem comparar as propostas apresentadas pelos candidatos.

“É hora de toda pessoa que ama a democracia se mobilizar para defender a eleição do Lula nesse segundo turno. Precisamos eleger Lula pela saúde, com SUS eficiente; pela educação com escolas de tempo integral, universidades públicas e institutos federais; pelo fim do crime organizado; pela manutenção dos programas sociais; pela vacina; pelo povo trabalhador”, afirmou.