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Tecnologia e profissões

Muita gente hoje pensa que apenas consultado um grande buscador na internet, tipo o Google, poderá obter informações necessárias


Tecnologia

Tecnologia Foto: Reprodução

Há muita gente que vê com os avanços tecnológicos a possibilidade do desaparecimento de profissões. Em parte, é uma preocupação justa e legítima, porque de fato os avanços da tecnologia em todos os tempos puseram fim a muitas atividades humanas, mas também apareceram novas competências profissionais. Portanto, a gente pode depreender que a tecnologia da informação não produz profissionais, porque é ferramenta num processo de execução do que quer que seja. 

Muita gente hoje pensa que apenas consultado um grande buscador na internet, tipo o Google, poderá obter informações necessárias para resolver, por exemplo, seus problemas de saúde ou ainda para lidar com os animais em uma fazenda ou mesmo dar conta de algum tipo de praga em seu jardim ou horta. Esquecem que para lidar de modo correto, eficaz e adequado com as coisas, a experiência vivida e adquirida faz enorme diferença. Eis, assim, a necessidade do profissional.

Uma consulta ou diagnóstico para um problema médico, jurídico, veterinário, agronômico, mecatrônico, contábil, financeiro pode, ilusoriamente, ser obtido em um buscador que usa inteligência artificial por meio de algoritmos. Porém, por mais precisos que possam ser os resultados obtidos, nenhum deles leva em conta peculiaridades que somente um profissional versado em determinada área tem. Aliás, o resultado de consulta ou diagnóstico obtido através de um buscador de internet será diferente para cada pessoa que utiliza essa ferramenta e muito mais diferente ainda se quem faz a busca é um profissional. Este terá à mão ferramenta e conhecimento para tornar realmente eficaz e efetivo o resultado obtido.

Ante isso, é essencial que as pessoas compreendam duas necessidades essenciais nestes tempos de muita informação embaralhada num universo interminável de dados chamado internet. A primeira dessas necessidades é o de que as gerações novas precisam estudar muito, necessitam de professores, têm que firmar na educação as bases para expandir mais e mais e saber usar melhor o conhecimento. A segunda necessidade é sobre estamos atentos de modo permanente às mudanças, muito mais que as aceitando. Temos que nos adaptar às transformações.

O possível cambio com o avanço das tecnologias pode acabar modos de fazer as coisas, o que de algum modo enseja fim de algumas atividades profissionais, mas não extingue o profissional humano, que, maleável às mudanças, transforma-se para atuar nestes novos tempos.

Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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