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Para o Piauí fazer o melhor


Bandeira do Piauí

Bandeira do Piauí Foto: Getty Images

Há sempre quem diga, quase poeticamente, que o Piauí é um estado de gente trabalhadora. Verdade sem poesia, que se pode ver em números, como os que indicam que há pelo menos 700 mil moradores do Estado que estão na lida da terra, fazendo brotar do solo, com seu suor, alguma riqueza em forma de comida ou produtos originados na agropecuária

Falo isso porque me veio à mente um dos versos do hino do Piauí, composto pelo poeta amarantino Francisco da Costa e Silva:

“Possas tu no trabalho fecundo

E com fé, fazer sempre melhor,

Para que no concerto do mundo,

O Brasil seja ainda maior.”

O verso diz muito do que o poeta certamente observou na sua Amarante, na vivência com os fazeres e afazeres da terra, que ele aproveitou para falar de dor em seu poema “A moenda”, mas que aqui tomaremos para lembrar da importância da terra como um patrimônio ou, como dizem os contadores, um ativo de nossa economia.

A terra e o que dela brota pelo esforço de homens e mulheres do campo precisa e deve ser valorizado. Desde a grande fazenda que produz para o mercado externo, em grandes extensões cultivadas com a soja, até o produtor mais simples, despossuído das mais recentes inovações e tecnologias, está no campo uma parte de nossa economia mais merecedora de nossa atenção.

O trabalho fecundo que da terra pode fazer brotar o que de melhor temos é algo que precisa ser valorizado – por governo e sociedade, mais ainda porque muito do que produzimos ou podemos produzir tem potencial para que o Piauí ajude o Brasil a ser ainda maior, como Da Costa e Silva verseja quase em um tom premonitório da necessidade de a gente ter uma economia agropecuária capaz de produzir mais e melhor para que o mundo de nós compre o que melhor produzimos.

Neste sentido, considerando que grandes empresas do setor rural se bastam em seus acessos a conhecimento e tecnologia, é adequado lembrar que para que o Piauí faça o melhor, como no verso de Da Costa e Silva, é necessário levar aos pequenos produtores do campo a tecnologia que os permita se inserir em um mundo competitivo de produção e consumo. Somente assim vamos avançar do campo poético para a prática de fazer sempre o melhor.

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Álvaro Mota

Álvaro Mota

É advogado, procurador do Estado e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Álvaro também é presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.
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