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O Piauí perde Elói Portella

O filho do valenciano Eustáquio Portella escolheu a engenharia


Eloi Portela

Eloi Portela Foto: Divulgação

O engenheiro Elói Portella é o filho mais novo de uma família bem-sucedida pelo estudo, na qual três filhos foram senadores – ele próprio, um deles – dois governadores, um prefeito de Teresina, um médico renomado, uma grande professora de História.
Elói, irmão mais novo de Petrônio Portella, prefeito de Teresina, governador do Piauí, senador, ministro da Justiça, sempre se manteve uma vida discreta, trabalhando muito, falando o necessário, sendo a gentileza personificada, atuando com zelo em suas atividades profissionais e na vida pública, onde também fez êxito seu irmão Lucídio, médico, governador e senador pelo Piauí.
O filho do valenciano Eustáquio Portella escolheu a engenharia. O estudo foi um caminho comum na família, que levou à formação de Eustáquio Portella, que escolheu o Rio de Janeiro para fazer residência e carreira bem-sucedida; de Ceres Portella, historiadora e uma das fundadoras da Universidade Federal do Piauí.
A origem familiar de homens público de grande vulto não eliminou em Elói Portella as qualidades da humildade, da gentileza, da opção pelo bem-feito e isso posso afiançar porque tive a sorte e o privilégio de trabalhar com ele. No início dos anos 90, quando voltei de Recife, onde me formei em Direito, foi ele quem me deu a primeira oportunidade para trabalhar na área do direito público e administrativo. Era secretário de Obras do governador Freitas Neto (1991-1994).
Um pouco antes de ser secretário de Obras do Estado, exerceu cargo semelhante como presidente da Empresa Teresinense de Urbanização, quando era prefeito de Teresina o ex-senador Heráclito Fortes (1989-1993).
Em 1994, após deixar a Secretaria de Obras, elegeu-se primeiro suplente de senador junto com o ex-governador Freitas Neto. Quatro anos mais tarde, entre 1998 e 1999, com a licença do titular para ser ministro do presidente Fernando Henrique Cardoso, Elói Portella tornou-se senador, exercendo o mandato junto com o irmão, Lucídio Portella Nunes. Ambos senadores pelo Piauí e filiados ao mesmo partido, o PPB, que depois se converteria no PP, atual Progressistas.
Antes dessa tarefa na exercer no Piauí os cargos executivos públicos na área de infraestrutura, Elói Portella incumbiu-se de trabalhos na Portobras, administrando o Porto de Laguna (SC). Atuou na construção do Aeroporto Internacional de Brasília e no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República o que lhe deu uma larga experiência com a execução de grandes obras de infraestrutura, inclusive fora do Brasil, já que trabalhou na Argélia.
A dedicação ao trabalho nunca o afastou de dois prazeres que cultivava com afinco: o amor à música e o cultivo das boas amizades. A junção de música e amizade fazia brotar nele uma terceira qualidade, o habitual cavalheirismo, exercido com alegria e cordialidade aonde for que estivesse.
Entre esses amigos fiéis, incluo meu sogro, Assis Fortes, e o falecido deputado estadual Fernando Monteiro – esse último unido a Elói pelo samba, cujas rodas não reúnem se não amigos e alegria.
Essa alegria de Elói Portella Nunes Sobrinho se esvai depois de 83 anos de vida, trabalho e dedicação aos amigos e ao Piauí.
Sentiremos sua falta.

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