Livros, sempre


Livros Sempre

Livros Sempre Foto: Divulgação

Amanhã será aberto em Teresina o Salão do Livro do Piauí, que chega à sua 22ª edição. Não é pouco em um país em que ler nunca foi muito comum para a maioria da população, apesar de o Brasil ser um celeiro de bons autores.  É realmente maravilhoso que tenhamos um salão de livros se repetindo por quase um tempo de uma geração.

Os livros são a base do conhecimento humano, desde sempre e nem toda a tecnologia da informação, que se aproxima cada vez mais de produzir uma inteligência artificial autônoma, será capaz de substituir a praticidade do livro com ferramenta de apreensão, produção e replicação de saber.

Sobre isso, aliás, parece adequado citar uma já clássica frase do fundador de uma das maiores e mais bem sucedidas empresas de TI do mundo, o magnata norte-americano Bill Gattes, que ensinou: ”Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história”.

Muito antes de Gattes sabidamente dizer que livros vêm antes de computadores, um brasileiro que escrevia em uma velha máquina datilográfica, usou uma escala bem maior para apreciar o livro, ao dizer que um país se produzia com homens e livros.

Tenho especial predileção por uma obra literária que nos ensina sobre o valor do livro. Trata-se de “Os livros nossos amigos”, do ensaísta mineiro Eduardo Frieiro, que  reuniu um compêndio de preciosidades e curiosidades literárias, no qual disserta sobre livros insólitos, imbecis, geniais...Mas sempre livros, sempre uma utilidade disponível em um espaços que para muitos pode ser paraíso: livrarias e bibliotecas.

Ah, as bibliotecas, casas de livros, que encantam muitas pessoas. Possivelmente a pessoa que mais se encantou pelas bibliotecas foi o escritor argentino Jorge Luís Borges que disse: “Sempre imaginei o paraíso como um tipo de biblioteca”. Aliás, o escritor em seu famoso conto “A biblioteca de Babel”, pode ter ido mais longe, porque configura uma biblioteca como o próprio universo.

O conto ensina que o conhecimento é uma busca incansável e incessante. O meio mais eficiente de se encontrar, guardar, apreender e replicar esse conhecimento é nos livros dispostos nessa biblioteca de Babel, em que milhões de obras se dispõem sem que a ninguém se dê a condição de conhecer a todas. Mas a tentativa nos faz mais conhecedores do universo.

Por isso, me parece bastante razoável saudar o nosso Salão do Livro, com 22 anos, como uma parte muito boa do esforço que devemos fazer para manter o amor pelos livros – nossos amigos, como dito na obra de Eduardo Frieiro, dispostos em uma biblioteca universal, o espaço de livros em uma Babel, como sugeriu Jorge Luís Borges, mas sempre um meio para se conhecer mais coisas.

Por Álvaro Mota

Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses

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Álvaro Mota

Álvaro Mota

Procurador do Estado e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Álvaro também é presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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