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Depois da Pandemia, Putin


Thiago de Moraes

Thiago de Moraes Foto: Divulgação

Desde 2019, o Brasil enfrenta uma pandemia mundial pelo Coronavírus 19, que acarretou a morte de milhares de pessoas em todo o mundo. Foram momentos de tensão, tristeza, incertezas, inseguranças, perdas, lutos. Finalmente, no ano de 2021, começaram a ser aplicadas doses de vacinas, fruto de diversos estudos e pesquisas ao redor do planeta. Aos poucos, o mundo estava se ajustando, voltando a ser o que era antes do período pandêmico. Os países abriram suas fronteiras, “começaram a recuperar sua economia.”

Com a aplicação da vacina em todos os países, os resultados foram notórios e as mortes começaram a cair significativamente. Diante desse cenário, o mundo passou a ter esperança: esperança de dias melhores, esperança do fim de uma era sombria. No ano de 2022, os resultados obtidos pela aplicação das vacinas foram ainda mais notórios; as mortes reduziram drasticamente, e aos poucos as pessoas voltaram às suas rotinas. Cientistas chegam a cogitar que o Coronavírus poderá deixar de ser uma pandemia, ainda esse ano, vindo a se tornar uma epidemia, exigindo apenas cuidados frequentes, mas sem maiores restrições.

Entretanto, em 2022, quando as coisas estavam começando a se ajustar mundialmente, a Rússia invadiu a Ucrânia. Em pleno século XXI. Guerra por poder. Conflito por razões econômicas. Diversos outros fatores ignorados.

O conflito envolve dois países do Leste Europeu, independentes e autônomos. A Rússia, por ordem do presidente Vladimir Putin, no dia 24 de fevereiro de 2022, invadiu a Ucrânia (ataques por terra, ar e mar), com a finalidade de tomar o território deste último país. Ambas as nações possuem um histórico conflitante ao longo dos séculos, sendo que a Ucrânia já foi incorporada pela Rússia, mas depois disso tornou-se independente. 

Entre as principais razões dessa invasão, é possível citar:  expansão da Otan pelo Leste Europeu, a possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar, a contestação ao direito da Ucrânia à soberania independente da Rússia e o desejo de restabelecer a zona de influência da União Soviética. 

O conflito pode virar uma Terceira Guerra Mundial, tendo em vista que outros países começaram a manifestar apoio às nações envolvidas. Nesse caso, as consequências são imensuráveis e irreparáveis, assim como ocorreu com as duas Grandes Guerras anteriores. Entretanto, é possível que, no caso de vir a ocorrer uma terceira guerra, as consequências sejam ainda maiores, tendo em vista que o mundo tecnológico proporcionou a criação de diversos aparatos militares com maior potencial bélico e de longo alcance.

É inadmissível aceitar tal situação no mundo contemporâneo. A decisão de Vladimir Putin desconsidera a soberania existente entre os países, as inúmeras consequências que um conflito armado pode acarretar, não se solidarizando sequer com os efeitos que o conflito já acarretou: mortes de civis e militares, pessoas obrigadas a saírem às pressas de seu país, famílias separadas, vidas destruídas.

O mais temeroso é saber o que o amanhã nos espera seja a nível nacional ou internacional. Ainda que a esperança seja a última a morrer o ser humano disparou em atos de violência descabida pelo poder e supremacia. Ainda estamos nos recuperando da pandemia de COVID19.Seguimos em aflição e medo constante pelo próximo dia como se houvesse hipoteticamente uma agenda de programações desesperadoras e apocalípticas. Da pandemia aos atos repugnantes de Putin contra a Ucrânia o que podemos esperar mais além dos efeitos econômicos e sociais pelo conflito no Leste Europeu. Estamos prontos fisicamente e psicologicamente para os próximos acontecimentos considerando todo o contexto apresentado seja nacional ou internacional?

Por Thiago de Moraes MTB 0091632/SP







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