Política

Professores da UESPI decidem encerrar greve

As mobilizações continuam até o cumprimento de acordo pelo governo
Fonte: Assessoria/Adcespi | Editor: Paulo Pincel 15/04/2019 13:00
Assembleia geral dos professores decidiu pelo fim da greve Assembleia geral dos professores decidiu pelo fim da greveFoto: Adcesp

Após quatro semanas de greve, os professores da Uespi decretaram a suspensão do movimento e a manutenção das mobilizações para assegurar o cumprimento do acordo firmado com o Governo do Estado. O encaminhamento foi dado em assembléia da categoria realizada nesta segunda-feira (15), no campus Torquato Neto em Teresina.

A avaliação dos docentes é que as negociações do governo avançaram após as mobilizações. A estratégia da categoria é suspender a greve como condição para o cumprimento do calendário de respostas por parte do governo.

O governo apresentou uma contraproposta, onde consta abertura de discussão para pontos importantes como a nomeação dos classificados no último concurso, realização de novo concurso público e sinalização de reposição das perdas salariais.

O professor de Gisvaldo Oliveira, de Floriano, avaliou a greve como positiva. "Fomos vitoriosos. Encerrar a greve não é acabar a luta. Vamos garantir um calendário de mobilizações para o cumprimento desse acordo", afirmou.

A professora Rosângela Assunção, coordenadora geral da ADCESP, lembrou que o campo de negociação com o governo só foi aberto após o movimento da comunidade universitária. "Enviamos uma série de ofícios solicitando reuniões. Nenhuma audiência foi agendada. Se não fosse o movimento, o governo não teria nos recebido", disse.

Na assembleia os professores aprovaram carta de repúdio à criminalização do movimentos dos estudantes da universidade que ocupam a reitoria desde o mês de março. A gestão da prefeitura universitária registrou um boletim de ocorrência contra os estudantes.

Relembre o caso

A última assembleia dos professores foi realizada dia 03 de abril e avaliou ausência de resposta do governo. Os professores, que estavam de greve desde 18 de março, mantiveram o movimento paredista em votação e deliberaram uma marcha em defesa da universidade que resultou em avanços nas negociações com os governos após o dia 10.

Uma nova reunião com com o secretário de governo, Osmar Júnior, foi realizada após a Marcha ao Palácio de Karnak. As deliberações foram reforçadas com a audiência de conciliação convocada pelo Tribunal de Justiça no dia 12, com o desembargador Ricardo Gentil.

Da Redação

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