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Prefeito de Angical enfrenta novo avanço da leucemia e cobra tratamento de R$ 3 milhões

Prefeito de Angical do Piauí informou que médicos estudam alternativas para combater a doença e que aguarda uma resposta do plano de saúde para iniciar o tratamento

Por Redação

12 de outubro de 2026 às 09:34 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O prefeito de Angical do Piauí, Bruno Neto, enfrenta uma nova recaída de leucemia e busca autorização do plano de saúde para um procedimento de R$ 3 milhões.
  • Desde setembro, os médicos consideram um segundo transplante de medula óssea ou a terapia CAR-T Cell como opções de tratamento.
  • Bruno já passou por complicações graves, incluindo remoção do baço e estômago, e um transplante de medula em 2025.
  • Ele considera permanecer seis meses em São Paulo para um segundo transplante, dependendo da compatibilidade de possíveis doadores.
  • A terapia CAR-T Cell, com eficácia de 82%, é uma alternativa, mas necessita de aprovação do plano de saúde.
  • Bruno não pretende realizar arrecadações, mas pode recorrer à Justiça se o plano de saúde negar o tratamento.
  • Ele planeja voltar ao Piauí em breve e espera celebrar seu aniversário em novembro, após dois anos de tratamento.
  • O prefeito agradeceu o apoio recebido e pediu mobilização para que o plano de saúde autorize o procedimento.

Reprodução/Redes sociais Bruno Neto, prefeito de Angical
Bruno Neto, prefeito de Angical

O prefeito de Angical do Piauí, Bruno Neto, voltou a enfrentar complicações relacionadas à leucemia e busca autorização do plano de saúde para realizar um novo procedimento médico, cujo custo foi estimado por ele em R$ 3 milhões. Em um vídeo divulgado neste domingo (11), o gestor contou que a doença apresentou novos sinais em 23 de setembro e que os médicos discutem qual estratégia deverá ser adotada diante da terceira recaída.

Entre as alternativas avaliadas estão um segundo transplante de medula óssea e a terapia CAR-T Cell, tratamento que utiliza células de defesa modificadas para combater o câncer. A definição dependerá da avaliação da equipe médica e dos próximos encaminhamentos.

“Cada dia que passa as coisas estão ficando um pouquinho mais difíceis, apesar da gente ser muito forte e conseguir superar todas essas batalhas”, afirmou o prefeito.

Tratamento já provocou complicações graves

Diagnosticado com leucemia em outubro de 2024, Bruno relatou que enfrentou um período de saúde bastante delicado ao longo de 2025. Segundo ele, passou oito dos 12 meses do ano acamado, sendo seis meses dentro de um hospital.

Durante esse período, o prefeito precisou retirar o baço e o estômago e chegou a enfrentar o risco de amputação das pernas.

Em maio de 2025, ele recebeu um transplante de medula óssea com células doadas pelo irmão mais novo. A melhora, no entanto, durou poucos meses. Em setembro daquele ano, Bruno informou que a doença havia voltado, atingindo o sistema nervoso central.

Agora, diante de uma nova recaída, o gestor precisa definir com os médicos qual será a próxima etapa do tratamento.

Segundo transplante exigiria permanência em São Paulo

Uma das possibilidades é realizar outro transplante de medula óssea. De acordo com Bruno, dois familiares estão sendo considerados como possíveis doadores: outro irmão e o filho, de 13 anos.

O adolescente já realizou exames de compatibilidade, cujo resultado deve ser divulgado em aproximadamente 15 dias úteis.

Caso essa alternativa seja escolhida, o prefeito estima que precisará permanecer cerca de seis meses em São Paulo. Ele também ressaltou que o procedimento seria mais difícil de enfrentar diante das condições atuais de saúde.

“Eu tenho que vir aqui para São Paulo, passar mais ou menos seis meses aqui, para poder tentar a eficácia do segundo transplante. Além de ser um bem mais pesado”, relatou.

Terapia CAR-T Cell é outra possibilidade

A segunda alternativa discutida pela equipe médica é a terapia CAR-T Cell. O procedimento consiste em retirar células de defesa do paciente, modificá-las em laboratório para que reconheçam as células cancerosas e depois reinseri-las no organismo.

No vídeo, Bruno afirmou que o tratamento apresenta eficácia de 82% e custa aproximadamente R$ 3 milhões. Ele não citou o estudo utilizado como referência para esse percentual.

O principal obstáculo, neste momento, é conseguir a autorização do plano de saúde para realizar o procedimento. O prefeito afirmou que não pretende promover uma campanha de arrecadação para pagar os custos.

“Não estou aqui para poder pedir vaquinha para ninguém, graças a Deus, mas também não tenho esse dinheiro”, declarou.

Segundo o gestor, o diálogo com a operadora começou na sexta-feira (9), e uma nova conversa está prevista para terça-feira (13). Ele disse que pretende recorrer à Justiça se houver negativa à solicitação.

“Eu quero uma manifestação, eu quero uma onda para que a gente consiga sensibilizar o plano de saúde e ele não negue esse tratamento para mim”, pediu.

Prefeito planeja retornar ao Piauí

Apesar das dificuldades, Bruno espera receber alta por volta de 22 de outubro e voltar ao Piauí no dia seguinte, desde que tenha condições clínicas para viajar. O planejamento informado por ele prevê uma permanência de 20 a 30 dias em casa antes de retornar a São Paulo para continuar a imunoterapia.

O cronograma poderá mudar conforme a resposta ao tratamento e a decisão sobre a terapia a ser adotada.

O prefeito também demonstrou expectativa de comemorar o aniversário, em 22 de novembro, após passar dois anos sem celebrar a data devido ao tratamento.

“Depois de dois anos que eu estou em tratamento, nunca consegui mais comemorar meu aniversário. Mas, com fé em Deus, depois de dois anos a gente vai comemorar. Vamos comer o bolo que eu prometi lá na praça”, disse.

Ao final da gravação, Bruno agradeceu o apoio recebido e pediu que os seguidores ajudem a ampliar a mobilização para que o plano de saúde autorize o tratamento.