DOAÇÃO

Campanhas alertam população para o combate à leucemia e importância da doação de sangue

Neste domingo (14) será comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, em reconhecimento às pessoas sensibilizadas com a ação


Campanha doação sangue

Campanha doação sangue Foto: Núcleo Piauí

Campanhas alertam população para o combate à leucemia e importância da doação de sangue

Neste domingo (14) será comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, em reconhecimento às pessoas sensibilizadas com a ação

Um gesto simples, como realizar a doação de sangue, representa o bem-estar e saúde de pessoas vítimas de acidentes ou pacientes em tratamento oncológico, por exemplo, que precisam de constantes transfusões. Portanto, durante todo o ano, é fundamental que a população se atenha à necessidade de ajudar o próximo por meio de doações de sangue. Para impulsionar essa rede de ação solidária, no dia 14 de junho é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, em reconhecimento às pessoas que se sensibilizam com a causa e partilham amor, esperança e zelo ao outro com uma atitude essencial para salvar vidas.

Em todo o mundo são desenvolvidas ações e eventos para conscientizar a sociedade sobre a importância de ser um doador. Neste mês também é promovida a campanha Junho Laranja, dedicado ao combate à Leucemia. Segundo a última pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2020/2022 devem ser diagnosticados no Brasil 5.920 casos novos de leucemia em homens e 4.890 em mulheres. Esses números correspondem a um risco estimado de 5,67 casos novos a cada 100 mil homens e 4,56 casos novos para cada 100 mil mulheres.

Carmen Campelo, presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC-PI), destaca que é fundamental que ações nesse formato aconteçam como forma de combater a doença e ajudar todos que precisam receber transfusões. "É um mês com ações voltadas tanto para o combate à leucemia quanto para o reforço da doação de sangue. Precisamos que cada vez mais pessoas se tornem doadoras para ajudar pessoas que estão em tratamento ou mesmo que são vítimas de acidentes. Boa parte da população está apta a doar. Então, antes de tudo, isso é um gesto de amor e cuidado com o próximo e até com nós mesmos", comenta a presidente.

O técnico em edificações, Erison dos Santos, doador há três anos, reforça que doar sangue ajuda a salvar muitas vidas e que o mundo precisa de mais empatia. "Sempre gostei de ajudar o próximo. Preciso me colocar mais no lugar do outro, já que amanhã pode ser eu que precise de sangue. Recentemente, também me tornei doador de medula e a sensação de saber que estou fazendo um bem enorme a uma pessoa, me alegra e me conforta. A doação representa um ato de amor, de solidariedade e humildade", compartilha.

Raimunda Barros também é doadora e partilha dos mesmos sentimentos que Erison. Ela acrescenta que o gesto também representa carinho e respeito. "É um ato de amor e que vai tomar pouco tempo da nossa vida, cerca de 40 minutos. Você faz uma doação que chega no máximo a 450ml de sangue, que você repõe em um dia e meio. Não vai fazer falta para você, mas pode chegar a salvar até três vidas", destaca a doadora.

O mês ainda conta com a campanha Junho Vermelho

A campanha Junho Vermelho visa incentivar a doação contínua de sangue. A proposta é chamar a atenção das pessoas à necessidade da doação. Trata-se de um evento nacional, criado para sensibilizar toda a população. As doações precisam acontecer durante todo o ano e o mês reforça a importância desse gesto de amor. Jurandir Martins, Diretor Geral do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), alerta para a necessidade de se desmistificar os tabus que envolvem os critérios para doação de sangue para atrair cada vez mais pessoas.

"Todos nós sabemos o que realmente significa uma bolsa de sangue para os inúmeros pacientes que precisam, sobretudo, os que estão em tratamento de câncer e fazem as hemotransfusões. Então fica o nosso chamamento para doarem. Para quem nunca doou, agora mais do que nunca, imbuído do propósito do bem, é a hora de doar e ajudar quem precisa", pontua o diretor do Hemopi.

A estudante Lanna Alencar é doadora de sangue há dois anos. Ela conta que isso sempre foi um pensamento recorrente. "Sinto que como eu tenho a possibilidade de doar, por que não? É um ato puro de bondade. Divido uma parte de mim com uma pessoa que não sei quem é e que não sabe quem sou e, dessa forma, passamos a ter um laço, mesmo que invisível. Há muitas pessoas em leitos de UTI, isso me faz acreditar que essa atitude é o melhor que posso oferecer a elas", externa.

Também envolvido nesse compromisso social, o doador Guelry Linyker Frazão faz um convite à população para participar dessa corrente de solidariedade. "Quem tem uma boa saúde e está disposto a ajudar, é um ato generoso e prazeroso. Você se sente tão bem em poder estar ajudando vítimas de traumas, pacientes oncológicos, entre outros", salienta.

Para realizar a doação de sangue você precisa ter entre 18 e 69 anos. Se for menor de idade (16 e 17 anos), o responsável legal tem que assinar um termo, pesar acima de 50 kilos, estar saudável e alimentado no dia da doação, além de portar documento de identificação com foto.

Fonte: Rafaella Fontenele

Próxima notícia

Dê sua opinião: