Saúde

SAÚDE PÚBLICA

Anvisa aprova testes em humanos de vacina brasileira contra malária

Vacina Vivaxin, desenvolvida pela UFMG, é 100% nacional e combate o Plasmodium vivax.

Teresinha Ferreira

10 de outubro de 2026 às 16:37 ▪ Atualizado há 50 minutos

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  • A Anvisa autorizou testes em humanos para a primeira vacina contra a malária por Plasmodium vivax.
  • A vacina, chamada Vivaxin, foi desenvolvida no Brasil pela UFMG.
  • O Ministério da Saúde investirá R$ 12 milhões para os ensaios clínicos.
  • Os testes de fase I verificarão segurança, reações e eficácia em 48 participantes.
  • Atualmente, vacinas existentes focam no Plasmodium falciparum, dominante na África.
  • O Plasmodium vivax é predominante nas Américas e na Ásia.
  • A malária é transmitida por mosquitos Anopheles e não é contagiosa entre humanos.
  • A maioria dos casos no Brasil está na região amazônica.

Agência Brasil Vacina brasileira contra malária
Vacina brasileira contra malária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos para a primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax. O imunizante, totalmente desenvolvido no Brasil, foi criado pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina, nomeada Vivaxin, receberá um investimento de R$ 12 milhões para os ensaios clínicos. Os testes de fase I irão avaliar a segurança, reações e eficácia em estimular resposta imunológica em 48 participantes saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, por um período de acompanhamento de 360 dias.

Atualmente, as vacinas contra malária disponíveis são voltadas para o Plasmodium falciparum, predominante na África, ao contrário do Plasmodium vivax que predomina nas Américas e na Ásia. A nova vacina busca suprir essa lacuna.

A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos por fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles. Embora não seja contagiosa de pessoa para pessoa, sua prevenção e tratamento adequados são fundamentais. A maioria dos casos brasileiros ocorre na região amazônica, mas a doença também preocupa em áreas fora da Amazônia devido a sua letalidade.

Fonte: Agência Brasil