CRIME ELEITORAL
Da Redação
25 de outubro de 2026 às 14:40 ▪ Atualizado há 55 minutos
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) expediu uma ordem de prisão contra Pablo Souza, responsável pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) de Salvador, após denúncias de retenção injustificada de ônibus neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A medida foi adotada em meio a relatos de eleitores sobre a redução da circulação de coletivos, longas esperas nos pontos e dificuldades para chegar aos locais de votação na capital baiana. Os problemas registrados desde as primeiras horas do dia colocaram o transporte público no centro da atuação da Justiça Eleitoral.
Segundo as denúncias, a frota de ônibus na capital baiana estava reduzida, com pelo menos 75 veículos impedidos de sair das garagens, prejudicando o deslocamento dos eleitores.
O TRE-BA também determinou o restabelecimento da frota integral de ônibus, com operação equivalente à dos dias úteis. Em caso de descumprimento da ordem, foi estabelecida multa de R$ 1 milhão por hora.
Durante a manhã, ouvintes da Rádio Metrópole relataram dificuldades para utilizar o transporte coletivo em diferentes bairros de Salvador. Entre as queixas estavam veículos fora de operação e demora no atendimento, situações que podem comprometer o deslocamento dos eleitores até as seções eleitorais.
A retenção de ônibus durante a votação levantou questionamentos sobre o cumprimento das determinações da Justiça Eleitoral para garantir o acesso da população às urnas. A circulação dos coletivos é especialmente importante em um dia em que milhares de pessoas dependem do transporte público para exercer o direito ao voto.
Ordem de prisão amplia crise no transporte
A expedição da ordem de prisão contra Pablo Souza amplia a dimensão judicial do caso, que envolve a prestação de um serviço público essencial durante o processo eleitoral.
A determinação do TRE-BA busca assegurar que a operação do transporte coletivo não se torne um obstáculo ao comparecimento dos eleitores. Além da medida contra o responsável pela Semob, a decisão prevê a recomposição da frota e uma penalidade financeira elevada para cada hora de descumprimento.
O caso poderá ter novos desdobramentos a partir do cumprimento da ordem judicial e dos esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram à retenção dos veículos.
A Prefeitura de Salvador e a Secretaria Municipal de Mobilidade poderão apresentar suas explicações sobre o episódio e informar quais providências foram adotadas para normalizar a circulação dos ônibus durante o segundo turno.
Até o momento, as informações apresentadas não esclarecem se a ordem de prisão foi efetivamente cumprida nem detalham a justificativa para a retenção dos coletivos.
Fonte: Rádio Metróple
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