Política

JULGAMENTO NO SUPREMO

Supremo Tribunal Federal retoma julgamento sobre uberização

O STF avalia decisões que reconhecem vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e plataformas.

Teresinha Ferreira

27 de agosto de 2026 às 10:28 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O STF retomará o julgamento sobre o vínculo empregatício entre motoristas de aplicativos e plataformas na quinta-feira, 27 de outubro.
  • O julgamento estava suspenso desde 1º de outubro do ano anterior e agora espera-se que sejam dados os primeiros votos dos ministros.
  • Duas ações estão em pauta, relatadas por Edson Fachin e Alexandre de Moraes, oriundas de recursos da Rappi e Uber.
  • As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo trabalhista com motoristas e entregadores.
  • A Rappi alega que essas decisões desrespeitam julgamentos anteriores do STF que não reconheceram tal vínculo.
  • A Uber argumenta que é uma empresa de tecnologia, não de transporte, e que reconhecer o vínculo altera seu modelo de negócio e viola a liberdade de iniciativa.
  • A PGR emitiu parecer contrário à criação de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e plataformas digitais.

Agência Brasil Julgamento sobre uberização
Julgamento sobre uberização

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (27) o julgamento sobre o reconhecimento de vínculo empregatício entre motoristas de aplicativos e as plataformas, uma discussão central para a chamada "uberização". A sessão está prevista para começar às 14h.

Suspenso desde 1° de outubro do ano passado, o julgamento volta com a expectativa de que sejam proferidos os primeiros votos dos ministros. Estão em pauta duas ações relatadas por Edson Fachin e Alexandre de Moraes, provenientes de recursos apresentados pelas plataformas Rappi e Uber.

As empresas questionam decisões da Justiça do Trabalho que estabeleceram vínculo trabalhista com motoristas e entregadores. Durante a tramitação, a Rappi argumentou que essas decisões desrespeitam julgamentos anteriores do próprio Supremo que não reconheceram a formalidade do vínculo.

A Uber, por sua vez, defende ser uma companhia de tecnologia, e não de transporte, alegando que o reconhecimento de vínculo trabalhista altera a natureza do negócio, violando a liberdade de iniciativa prevista na Constituição.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo parecer contrário à criação de vínculo empregatício entre motoristas de aplicativos e plataformas digitais, pouco antes do julgamento ser retomado.

Fonte: Agência Brasil