Política

DESIGUALDADE POLÍTICA

Relatório da Oxfam alerta para desigualdade política no Brasil

Concentração de riqueza entre elites amplia desigualdades estruturais no país, diz estudo.

Teresinha Ferreira

20 de agosto de 2026 às 11:14 ▪ Atualizado há 4 dias

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  • A concentração de riqueza no Brasil aumenta desigualdades políticas e fortalece as elites.
  • Elites influenciam leis para manter acesso desigual a recursos, comprometedendo a democracia.
  • Ricos têm poder desproporcional em eleições e políticas públicas.
  • Indivíduos extremamente ricos são 4.000 vezes mais propensos a ocupar cargos políticos.
  • A história de escravidão e concentração fundiária perpetua a desigualdade.
  • Disparidades afetam a representatividade, com poucas mulheres eleitas prefeitas.
  • Corporações tecnológicas agravam a desigualdade com exploração regulatória insuficiente.
  • Oxfam recomenda justiça tributária, representação política diversificada e controle social dos gastos públicos.

Agência Brasil Desigualdade política no Brasil
Desigualdade política no Brasil

A concentração de riqueza no Brasil está fortalecendo desigualdades políticas ao garantir privilégios às elites, segundo o relatório Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: Poder, Privilégio e a Captura da Democracia divulgado pela Oxfam Brasil nesta quarta-feira (19).

O documento destaca que ricos influenciam leis e regulamentações para perpetuar o acesso desigual a recursos. Essa dinâmica compromete a democracia, pois a concentração econômica dá às elites um poder desproporcional para influenciar eleições e políticas públicas.

O relatório também sublinha que a elite econômica ganha mais espaço político globalmente. Dados da Oxfam revelam que indivíduos extremamente ricos são 4.000 vezes mais propensos a ocupar cargos políticos do que cidadãos comuns.

A desigualdade no Brasil é intensificada por uma história de escravidão e concentração fundiária, perpetuando o domínio das classes mais favorecidas, que se reorganizam para manter seus privilégios. Além disso, disparidades patrimoniais afetam a representatividade política, como demonstrado pelos dados do TSE nas eleições de 2024, onde apenas 13,2% dos municípios elegeram mulheres como prefeitas.

O estudo adverte que grandes corporações tecnológicas agravam o cenário ao explorar uma infraestrutura regulatória insuficiente, funcionando como potentes ferramentas de controle social e econômico.

Para enfrentar essas desigualdades, a Oxfam recomenda a promoção de justiça tributária e a garantia de representação política efetiva e diversificada no Congresso, além de maior controle social dos gastos públicos. Esses detalhes estão acessíveis na íntegra no site da Oxfam Brasil.

Fonte: Agência Brasil