
O Partido dos Trabalhadores (PT) no Piauí está em pleno debate interno sobre a possibilidade de lançar uma candidatura própria para o Senado nas eleições de 2026. A bancada federal do partido, reunida em Teresina, manifestou apoio à ideia, que ainda precisa ser discutida com as lideranças estaduais e o governador Rafael Fonteles (PT). A decisão ocorre em um cenário de articulações políticas, já que o MDB e o PSD também reivindicam uma das duas vagas disponíveis no Senado.
O ex-deputado estadual João de Deus, presidente do PT no Piauí, destacou que o partido tem o direito de debater e definir sua estratégia eleitoral. "Nós temos duas vagas de senador e a vaga de governador, que será disputada pelo atual governador Rafael Fonteles, que busca a reeleição", afirmou. Ele ressaltou, no entanto, que o PT precisa manter o diálogo com seus aliados, especialmente o MDB e o PSD, partidos que compõem a base de apoio do governo estadual.
O governador Rafael Fonteles já sinalizou que fez acordos com o MDB e o PSD para garantir uma vaga no Senado a cada um dos partidos. O MDB teria indicado o nome do senador Marcelo Castro, enquanto o PSD apoiaria o deputado federal Júlio César. No entanto, o PT defende que também tem direito a pleitear uma das vagas, o que deve gerar negociações intensas nos próximos meses.
Papel estratégico de Wellington Dias
O ministro Wellington Dias, uma das principais lideranças do PT no Piauí e no Brasil, tem sido peça-chave nas articulações políticas. Ele já declarou publicamente que o PT tem o direito de escolher seu candidato ao Senado, mas ressaltou a importância de manter a aliança com MDB e PSD. "Precisamos caminhar juntos com o governador Rafael Fonteles para garantir uma grande vitória em 2026", afirmou.
Wellington Dias também elogiou o deputado Flávio Nogueira, que se colocou à disposição para concorrer ao Senado, mas deixou claro que, no momento, sua prioridade é focar nas entregas do governo federal. "A eleição é em 2026, e vamos tratar disso no momento oportuno", disse.
Desafios e composições políticas
João de Deus lembrou que, historicamente, o PT no Piauí precisou fazer alianças para vencer eleições. "Desde a primeira eleição, tivemos que fazer composições. Sozinhos, não ganhamos. MDB e PSD são partidos importantes, e precisamos considerar o tamanho de cada um nessa composição", afirmou.
Apesar das negociações, o PT não descarta a possibilidade de lançar um nome próprio para o Senado. "É legítimo o PT colocar um nome para o Senado. O MDB e o PSD também têm suas reivindicações, mas somos grandes forças políticas e precisamos chegar a um consenso", completou João de Deus.
Para João de Deus, o PT no Piauí vive um momento crucial de definições estratégicas para as eleições de 2026. Enquanto a bancada federal defende uma candidatura própria ao Senado, as lideranças estaduais buscam equilibrar essa demanda com a necessidade de manter alianças com MDB e PSD. "O desafio será conciliar os interesses internos do partido com as articulações políticas necessárias para garantir uma vitória ampla em 2026", ressalta o presidente do PT.
João de Deus Sousa no estúdio do portal Piauí Hoje Entrevista
Nesta terça-feira (25), o presidente estadual do PT, João de Deus Sousa, participou do programa Bate Papo com Notícias e deu entrevista no portal Piauí Hoje.
Acesse o link a seguir e assista a íntegra da entrevista.