Política

ÁUDIO SUSPEITO

PGR suspeita que Vorcaro gravou áudio na prisão para prejudicar Lula no 2° turno

Gravação divulgada pela revista Veja atribui ao ex-banqueiro a afirmação de que destinou R$ 30 milhões ao documentário sobre o presidente; PF e PGR negam que o conteúdo tenha sido apresentado em tratativas de delação

Por Redação

09 de outubro de 2026 às 16:59 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Àudio atribuído a Daniel Vorcaro envolve acusações contra Lula e é suspeito de ter sido gravado ilegalmente na prisão.
  • O áudio sugere que R$ 30 milhões foram destinados a um documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone.
  • A origem da gravação é questionada devido às regras de segurança da prisão, que proíbem celulares e gravadores.
  • A defesa de Vorcaro levanta dúvidas sobre a autenticidade e legalidade da gravação.
  • A Folha reporta que Vorcaro não incluiu tais alegações em propostas de delação premiada.
  • PGR e PF negam que Vorcaro tenha prestado depoimentos sobre o documentário.
  • Oliver Stone e sua equipe negam ter recebido ou solicitado recursos de Vorcaro.
  • A campanha de Lula suspeita que o áudio foi adulterado e solicita investigação da PF.
  • As alegações não foram confirmadas por documentos oficiais e permanecem sob investigação.

Foto: Reprodução Daniel Vorcaro em depoimento à Polícia Federal.
Daniel Vorcaro em depoimento à Polícia Federal.

Procuradores familiarizados com as investigações sobre o Banco Master suspeitam que o áudio atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com acusações envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tenha sido gravado ilegalmente na prisão e divulgado com finalidade eleitoral. A informação foi publicada nesta sexta-feira (9) pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A gravação foi divulgada pela revista Veja e contém declarações atribuídas a Vorcaro sobre supostos pagamentos de propina e o financiamento do documentário “Lula”, dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone. Segundo o áudio, R$ 30 milhões teriam sido destinados à produção do filme.

A suspeita sobre a origem do material está relacionada às regras de segurança da Papudinha, em Brasília, onde Vorcaro está preso. De acordo com a Folha, visitantes não podem entrar na unidade com celulares ou gravadores, o que levanta dúvidas sobre as circunstâncias em que a conversa teria sido registrada.

Defesa também questiona origem do áudio

Advogados que integram a defesa de Vorcaro também demonstraram preocupação com a gravação. Segundo a coluna, parte da equipe jurídica considera possível que o áudio tenha sido produzido clandestinamente antes de ser divulgado durante a campanha eleitoral.

Entre as hipóteses levantadas estão a participação de agentes públicos, de integrantes da equipe de defesa ou de visitantes que poderiam ter burlado os procedimentos de segurança da unidade prisional. Outra possibilidade é que o registro tenha sido feito durante conversas por vídeo.

A reportagem também informa que, quando Vorcaro estava sob custódia da Polícia Federal (PF), advogados podiam utilizar computadores e gravadores para registrar depoimentos relacionados às negociações de colaboração premiada.

Procuradores e advogados ouvidos pela Folha, no entanto, afirmaram que a alegação sobre o financiamento do documentário de Lula não foi incluída nas propostas de delação apresentadas às autoridades. Também não teriam sido entregues áudios sobre o assunto à Procuradoria-Geral da República (PGR).

PF e PGR negam depoimento sobre o filme

Em nota, a PGR informou que Vorcaro não prestou depoimento oral porque a proposta de colaboração premiada foi rejeitada. O órgão também afirmou que respeita o sigilo legal do procedimento.

A Polícia Federal declarou que o ex-banqueiro não prestou depoimento nem entregou documentos ou informações sobre o suposto financiamento do documentário de Oliver Stone. A corporação também informou que recebeu uma notícia-crime relacionada à publicação e encaminhou o caso à área técnica para apuração.

Cineasta nega recebimento de dinheiro

A equipe de Oliver Stone negou ter solicitado ou recebido recursos de Vorcaro para a realização do documentário. Segundo as informações publicadas, os responsáveis pela produção também afirmaram desconhecer a suposta solicitação.

A campanha de Lula, por sua vez, contestou as acusações e afirmou que o áudio pode ter sido adulterado. O grupo acionou a Polícia Federal para investigar a origem e as circunstâncias da divulgação do material.

Até o momento, as alegações atribuídas a Vorcaro sobre o financiamento do filme não foram confirmadas por documentos apresentados à PF ou à PGR. A origem da gravação e a veracidade do conteúdo permanecem sob questionamento.

Fonte: Diario do Centro do Mundo (DCM)