Política

PREVIDÊNCIA

Paulo Paim defende fim da escala 6x1 para beneficiar previdência

Senador argumenta que alteração pode gerar novos empregos e reduzir informalidade

Teresinha Ferreira

08 de outubro de 2026 às 18:51

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  • O senador Paulo Paim apoia o fim da escala de trabalho 6x1 para fortalecer a Previdência Social.
  • A mudança está ligada à PEC 221/2019, em análise no Senado.
  • Reduzir a jornada de trabalho sem cortar salários poderia aumentar o emprego formal e reduzir a informalidade.
  • Mais empregos formais resultariam em maior arrecadação previdenciária.
  • Paim acredita que melhores condições de trabalho incentivarão os informais a buscar empregos formais.
  • As críticas de que a proposta ignora os trabalhadores informais foram rebatidas pelo senador.

Senado Notícias Senador Paulo Paim (PT-RS)
Senador Paulo Paim (PT-RS)

Em pronunciamento no Plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que o fim da escala de trabalho 6x1 fortalecerá a Previdência Social pública no Brasil. A mudança é parte da discussão em torno da PEC 221/2019, atualmente em análise no Senado. Para ele, é essencial que desenvolvimento econômico, valorização do trabalho e políticas humanitárias avancem juntos.

Paim destacou que a redução da jornada de trabalho, sem diminuir salários, pode criar mais empregos e diminuir a informalidade. Ele explicou que um aumento no número de contribuintes significaria mais arrecadação previdenciária.

"Quando reduzimos a jornada, aumentamos o emprego formal e criamos melhores condições de trabalho. Ninguém está na informalidade por vontade própria. Com um salário e jornada decentes, o trabalhador desejará a formalidade, buscando carteira assinada", declarou o senador.

O parlamentar ainda rebateu críticas de que a defesa da redução de jornada ignora os cerca de 30 milhões de trabalhadores informais. Paim insistiu que justamente esses trabalhadores seriam beneficiados pela mudança.

"É neles que estamos pensando. Com uma jornada adequada, é evidente que preferirão não estar na informalidade; querem algo decente e com um salário digno," argumentou.

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Fonte: Senado Notícias