JUSTIÇA ELEITORAL
Da Redação
04 de junho de 2026 às 15:41 ▪ Atualizado há 1 hora
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, foi definido como relator de três ações que envolvem o chamado caso Master e o documentário Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um dos processos foi apresentado pelo Partido Liberal e questiona uma pesquisa realizada pela AtlasIntel. Segundo a legenda, um dos questionários utilizados no levantamento teria influenciado negativamente os entrevistados ao reproduzir um áudio de conversa entre o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Outra ação foi protocolada pelo deputado federal Rogério Correia, do PT de Minas Gerais. O parlamentar pede ao TSE a suspensão da exibição do documentário Dark Horse, sob o argumento de que a obra pode gerar um “efeito eleitoral abusivo” e influenciar o cenário da disputa presidencial.
Já o terceiro processo foi apresentado pelo deputado federal Arlindo Chinaglia. Na representação, o parlamentar solicita a abertura de uma investigação para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento do filme.
Segundo Chinaglia, o documentário pode exercer influência sobre o processo eleitoral e provocar desequilíbrio na corrida presidencial. Por isso, ele defende a apuração de eventual abuso de poder econômico e político ligado à produção da obra.
As três ações passarão agora à análise do ministro Kassio Nunes Marques, que ficará responsável por conduzir a tramitação dos processos no âmbito do TSE.
Fonte: CCN
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