O deputado federal Merlong Solano (PT) foi eleito, nesta quinta-feira (19), presidente da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, uma das mais importantes comissões permanentes da Casa. O colegiado é responsável por analisar temas estratégicos como sistema financeiro, política tributária, dívida pública e orçamento. Merlong sucede o deputado Rogério Correia (PT-MG) no comando da comissão. A vice-presidência ficará a cargo dos deputados Paulo Guedes (PT-MG) e Vermelho (PP-PR).
Ao assumir o cargo, o parlamentar, que já exerceu o cargo de vice-presidente da CFT, destacou a necessidade de equilíbrio e responsabilidade diante da complexidade das pautas analisadas pela CFT. Economista por formação, Merlong afirmou que pretende garantir um ambiente de debates qualificados, com respeito às normas e foco em decisões que impactam diretamente a população. “Vamos conduzir os trabalhos com equilíbrio, transparência e responsabilidade, assegurando discussões profundas e comprometidas com o interesse público”, afirmou o deputado.
Prioridades
Entre as primeiras iniciativas à frente da comissão, Merlong anunciou que pretende priorizar debates sobre o sistema financeiro e a alta dos combustíveis no país. No caso do sistema financeiro, o deputado defendeu a apuração de possíveis falhas nos mecanismos de regulação e fiscalização, com atenção ao caso do Banco Master. “O escândalo do Banco Master e sua consequente liquidação geraram prejuízos bilionários ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e exige providencias. A proposta é ouvir o Banco Central e outras autoridades para avaliar eventuais ajustes no modelo atual”, disse.
Já em relação aos combustíveis, Merlong afirmou que a comissão deve investigar a recente escalada de preços, mesmo sem impacto direto de fatores internacionais no abastecimento brasileiro. Ele também defendeu a participação de órgãos de defesa do consumidor e representantes do setor para discutir medidas contra práticas especulativas. “A comissão tem papel decisivo para garantir que temas econômicos e fiscais sejam tratados com responsabilidade e foco no interesse público e é o que eu vou fazer como presidente desse colegiado”, concluiu o parlamentar.
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