O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas e responsável pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, criticou a atuação da TV Globo após reportagem exibida no Jornal Nacional. Segundo ele, a abordagem retoma práticas associadas à Operação Lava Jato, com o objetivo de desgastar politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (19), o advogado comentou uma reportagem baseada em informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que trata de investigação da Polícia Federal envolvendo repasses financeiros relacionados a terceiros e uma suposta ligação indireta com pessoas próximas a Lulinha.
Carvalho afirmou que a exibição da matéria e sua repercussão nas redes sociais, inclusive com compartilhamento pelo senador Flávio Bolsonaro, evidenciam um alinhamento político. Ele também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro como figura central da oposição no cenário atual.
“A Globo seguramente sabe que a oposição não tem um projeto para o país, né? Então, não pode comparar evidentemente no campo das ideias, das propostas, é, que representa para o Brasil o presidente Lula e a aliança que ele formou ao redor dele, e o que representaria, enfim, a oposição que se reuniu em torno do Jair Bolsonaro, né? Não dá para fazer uma discussão programática, simplesmente, porque a a oposição não tem um programa para o país”, afirmou Carvalho.
Na sequência, o advogado declarou que a estratégia de exposição midiática lembra o período da Lava Jato, quando, segundo ele, havia articulação entre agentes públicos e setores da imprensa. Ele citou nomes como Sergio Moro e Deltan Dallagnol ao mencionar o contexto da época.
“A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção”, afirmou Carvalho.
O advogado também criticou o uso de informações que, segundo ele, seriam fruto de vazamentos seletivos. “Os vazamentos seletivos são, na verdade, o que que houve de pior como prática na história do nosso sistema de justiça e remetem, enfim, ao período tenebroso da chamada Força Tarefa da Lava Jato”, disse.
Ele informou ainda que a defesa pretende acionar a Justiça para apurar a origem dessas informações. “Nós estamos representando a Polícia Federal para pedir apurações rigorosas em relação a esses vazamentos seletivos, que são sempre descontextualizados e sugerem coisas que efetivamente não aconteceram. Realmente é muito grave. A mesma estratégia que infelizmente a gente já viu no país”.
Sobre as investigações, Carvalho negou qualquer envolvimento de seu cliente. “[Ele] Não recebeu um único real sequer do empresário Antônio Camilo ou de quaisquer que sejam as suas empresas. Os relatórios de movimentação financeira do Fábio, que vazaram clandestinamente e criminosamente para a imprensa, comprovam isso”, afirmou.
Por fim, o advogado reforçou que não há ligação entre Lulinha e os fatos investigados. “Todas as linhas de investigação da Polícia Federal, que envolvem direta ou indiretamente o Fábio, foram absolutamente rechaçadas, afastadas pelas próprias circunstâncias e por fatos que são rigorosamente incontestáveis. Então, o que talvez justifique esse tempo dedicado a ele, seja a perseguição implacável da qual ele segue sendo vítima que tem um punho político e eleitoral indiscutível”, concluiu.
Fonte: Revista Fórum
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