Política

SABATINA GLOBO

Flávio Bolsonaro acusa julgamento de pai de "farsa" em sabatina

Candidato nega tentativa de golpe em 8 de janeiro e defende mudanças na lei do desarmamento

Teresinha Ferreira

17 de outubro de 2026 às 00:55 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Flávio Bolsonaro negou a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.
  • Descreveu o julgamento de seu pai como uma "farsa" e uma tentativa de afastá-lo da política.
  • Prometeu não buscar a reeleição se for eleito presidente.
  • Propôs classificar facções como Comando Vermelho e PCC como organizações narcoterroristas.
  • Defendeu mudanças na lei do desarmamento para facilitar o acesso a armas.
  • Negou que nomeará Eduardo Bolsonaro como ministro das Relações Exteriores.
  • Falou sobre a extinção da reeleição presidencial e a venda de imóveis públicos para redução da dívida.
  • Propôs a exploração da margem equatorial como fonte de receita futura, aguardando início até 2033.

Agência Brasil Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, participou de uma sabatina na TV Globo na última sexta-feira (16). Durante o evento, ele negou a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023 e qualificou o julgamento de seu pai, condenado a 27 anos de prisão, como uma "farsa". Ele também prometeu que não tentará a reeleição se eleito.

Ao ser questionado, Flávio afirmou que a manifestação que resultou na depredação de prédios na Esplanada dos Ministérios não foi um golpe. Ele classificou a acusação contra seu pai como uma tentativa "armada" de afastar Jair Bolsonaro da política. Na ocasião, manifestantes invadiram e vandalizaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

Durante a sabatina, Flávio Bolsonaro também abordou outras propostas, como a classificação das facções Comando Vermelho e PCC como organizações narcoterroristas, mas não detalhou como isso alteraria o combate ao crime. Ele defendeu mudanças na lei do desarmamento, permitindo maior acesso a armas para cidadãos comuns, sob o argumento de que "as armas estão nas mãos erradas".

Sobre relações pessoais, Flávio foi questionado acerca de seus laços com políticos do Rio de Janeiro, como Rodrigo Bacellar e Márcio Canella, alegadamente envolvidos com o crime organizado. Ele reafirmou o direito deles à defesa, mas que a justiça deve ser implacável com culpados.

Flávio também negou que Eduardo Bolsonaro será nomeado ministro das Relações Exteriores, caso eleito. Ele reiterou que seu irmão, condenado no Brasil, seria, no futuro, reconhecido como um defensor da democracia.

Entre outras propostas, o candidato falou sobre a extinção da reeleição presidencial e a venda de imóveis públicos para reduzir a dívida da União. Contudo, propostas de exploração na margem equatorial, que ele citou como fontes de receita, não devem iniciar até 2033, segundo a Petrobras.

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Fonte: Agência Brasil