Política

DESINFORMAÇÃO ELEITORAL

Facebook é criticado por não filtrar desinformação eleitoral

Teste da Anistia Internacional expõe falhas do Facebook em anúncios eleitorais

Teresinha Ferreira

25 de agosto de 2026 às 17:01 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Anistia Internacional Brasil testou a filtragem de anúncios do Facebook sobre desinformação eleitoral.
  • Dos 14 anúncios submetidos, a maioria foi aceita pelo Facebook, mas não chegou a ser publicada.
  • Anúncios em português visavam brasileiros com conteúdo antidemocrático.
  • Desinformação incluía deslegitimação eleitoral e autoritarismo.
  • O TSE já desmentiu algumas das informações contidas nos anúncios.
  • Oito anúncios foram aprovados por questões administrativas.
  • Jurema Werneck critica a moderação da Meta como ineficaz e lucrativa.
  • Meta contesta o estudo, apontando a pequena amostra e múltiplas camadas de verificação.
  • Anúncios foram submetidos sem verificação de identidade, preocupando quanto à influência externa.

Agência Brasil Desinformação eleitoral
Desinformação eleitoral

Um teste da Anistia Internacional Brasil revelou falhas significativas do Facebook na filtragem de anúncios com desinformação eleitoral. A análise, divulgada pela ONG, ocorreu antes das eleições gerais de outubro.

Entre os 14 anúncios com conteúdo antidemocrático submetidos, mais da metade foi aceita pela rede social para programação, apesar de não terem sido publicados.

Os anúncios foram redigidos em português e direcionados a brasileiros aptos a votar. Destes, 14 continham desinformação eleitoral, enquanto apenas um era neutro. A ONG destacou a desinformação como uso intencional de informação falsa.

Os conteúdos seguiram estratégias que incluíam a deslegitimação eleitoral, construção do inimigo e autoritarismo com foco na segurança. Um exemplo alega que “precisamos de uma revolução militar, não vote nas eleições...”

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já esclareceu a falsidade de tais informações, já que votos brancos e nulos não anulam eleições, servindo apenas para fins estatísticos.

No total, oito anúncios foram aprovados para publicação, enquanto sete foram rejeitados por questões administrativas, não pelo conteúdo em si.

Para a diretora-executiva da Anistia, Jurema Werneck, o sistema de moderação ineficaz da Meta, dona do Facebook, é preocupante. Segundo ela, a empresa não impede adequadamente a disseminação de desinformação enquanto lucra com sua plataforma.

A Meta, em resposta à Agência Brasil, afirmou que o estudo da Anistia utilizou uma amostra pequena e que seu processo de análise inclui várias camadas de verificação.

Além disso, os anúncios foram realizados sem verificação de identidade e enviados de Londres, o que preocupa a ONG pela possibilidade de influência externa em eleições nacionais.

A propaganda eleitoral no Brasil, conforme regulamentação do TSE, exige que plataformas adotem medidas para prevenir a circulação de informações falsas que possam comprometer a integridade eleitoral.

Fonte: Agência Brasil