Política

ENTREVISTA

Fábio Novo diz que Rafael deveria aceitar convite de Lula: "não é traição ao Piauí"

Deputado estadual defende que governador assuma ministério caso seja chamado pelo presidente e afirma que o estado tem equipe preparada para dar continuidade à gestão

Da Redação

27 de outubro de 2026 às 21:19 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Fábio Novo (PT) sugere que Rafael Fonteles (PT), governador, aceite possível convite para integrar o governo federal.
  • A participação de Rafael no governo nacional seria vista como uma "missão nacional", não uma traição ao Piauí.
  • Novo elogia a contribuição de Rafael na campanha de Lula para o segundo turno.
  • Destaca a importância da vitória de Lula contra a extrema direita global.
  • Rafael poderia ocupar cargos como o Ministério da Fazenda ou a Casa Civil, segundo especulações pessoais de Novo.
  • Exemplifica com Wellington Dias, outro político do Piauí, que atua no governo federal.
  • Afirma que a administração estadual já cumpriu 97% dos compromissos previstos no plano de governo.
  • Argumenta que o Piauí possui uma equipe capaz de continuar a gestão sem Rafael.
  • Reforça que suas opiniões são pessoais e não refletem uma posição oficial do PT.

Pedro Sávio/ Portal Piauí Hoje Deputado estadual Fábio Novo
Deputado estadual Fábio Novo

O deputado estadual Fábio Novo (PT) defendeu que o governador Rafael Fonteles (PT) aceite um eventual convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o governo federal. Durante entrevista ao podcast Bate-Papo com Notícia, do Portal Piauí Hoje, nesta terça-feira (27), o parlamentar afirmou que uma possível ida de Rafael para um ministério representaria uma missão nacional, e não uma traição ao Piauí.

“Eu acho que deveria ir. Por que deveria ir? Porque o chamado é uma missão”, declarou Fábio Novo ao comentar a possibilidade de o governador ser convocado para atuar na gestão federal.

O deputado citou o papel que atribui a Rafael na campanha de Lula no segundo turno e defendeu a importância de consolidar o projeto político do presidente. Para ele, a vitória de Lula representa uma reação ao avanço da extrema direita no Brasil e em outros países.

“A eleição do Lula representa esperança para o restante do mundo contra a extrema direita. A eleição do Lula representa o escudo contra o Trump, o escudo contra a extrema direita”, afirmou.

Fábio Novo mencionou a possibilidade de Rafael assumir o Ministério da Fazenda ou a Casa Civil, mas ressaltou que falava em caráter pessoal e que não tinha conhecimento de um convite oficial.

“Não acho que, se o Rafael for convidado pelo Lula para ser ministro da Fazenda ou ministro da Casa Civil, seja traição ao Piauí”, disse.

Como argumento, o parlamentar citou a participação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), no governo federal. Segundo ele, Lula recorreu à experiência de um político piauiense para contribuir com o combate à fome no país.

“Então, por que é que não pode beber da fonte do Rafael? Se é inteligente, se já mostrou competência, se fez um grande governo”, questionou.

O deputado também afirmou que o governo estadual cumpriu 97% dos compromissos previstos no plano de governo registrado por Rafael na Justiça Eleitoral em 2022. O percentual foi citado por Fábio Novo durante a entrevista.

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Ao defender a possibilidade de Rafael assumir uma função no governo federal, Fábio Novo argumentou que o Piauí tem um grupo político e uma equipe capazes de dar continuidade à administração estadual.

“Até porque aqui tem um time bom que sabe fazer. Não é um time qualquer. Tá chegando na sexta gestão do Partido dos Trabalhadores, então não acredito que esse time vá decepcionar”, declarou.

O parlamentar, no entanto, reforçou que não conversou com o governador nem com o presidente Lula sobre a possibilidade. Também esclareceu que a posição apresentada na entrevista não representa uma decisão ou orientação oficial do PT.

“Mas eu quero deixar claro: essa é minha opinião pessoal, não é opinião do partido. O partido não sentou para discutir isso. O partido não conversou e nem eu também conversei com Rafael sobre isso”, afirmou.



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