Política

ELEIÇÕES 2026

Eleitorado quilombola cresce e fortalece representatividade em 2026

Número de eleitores quilombolas dobrou desde 2024, destaca TSE

Da Redação

23 de agosto de 2026 às 16:56 ▪ Atualizado há 51 minutos

Ver resumo
  • O eleitorado quilombola cresceu significativamente nas eleições de 2026, quase dobrando de 95.409 para 188.371 eleitores.
  • Em Goiás, os eleitores quilombolas aumentaram de 3.625 para 5.394.
  • A comunidade de Antinha de Baixo em Goiás exemplifica o aumento da participação, com jovens como Thauany Silva votando pela primeira vez.
  • A politização vem sendo incentivada por líderes comunitários e familiares, destacando a influência política no cotidiano.
  • A professora Bia Nunes associa o aumento de engajamento ao maior letramento político e defesa dos direitos quilombolas.
  • A Conaq sublinha a importância de campanhas estatais para incentivar os jovens e eleitores quilombolas.
  • Rafael Costa, educador financeiro, realça a conscientização política como maneira de prevenir desinformação e proteger territórios quilombolas.

Agência Brasil Eleitorado quilombola cresce e fortalece representatividade em 2026

O crescimento significativo do eleitorado quilombola nas eleições de 2026 reflete maior representatividade e conscientização política nas comunidades tradicionais, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número de eleitores que se identificam como quilombolas no Brasil praticamente dobrou, passando de 95.409 em 2024 para 188.371. Em Goiás, esse número subiu de 3.625 para 5.394.

Na comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, votará ao lado da neta Thauany Silva. Aos 16 anos, Thauany está ansiosa por exercer seu direito pela primeira vez e destaca a importância de votar para cuidar do futuro da comunidade.

Mayara Silva, mãe de Thauany, transmite aos filhos a necessidade de estar atento à política por ela influenciar o cotidiano da comunidade. A relevância do voto também se reflete na história de Franciele Silva, universitária de direito de Simões Filho (BA), que reforça que "até o ar que a gente respira tem a ver com política".

O cenário de engajamento eleitoral está ligado, segundo a professora Bia Nunes, a maior visibilidade e letramento político das comunidades quilombolas, destacando a importância da defesa de direitos e territórios. A Conaq ressalta a necessidade de campanhas do Estado para estimular o eleitorado jovem e quilombola.

Rafael Costa, educador financeiro da comunidade Mesquita em Cidade Ocidental (GO), vê a conscientização política como fundamental para evitar desinformação e golpes. Essa politização crescente entre os jovens fortalece a defesa contra ameaças aos territórios quilombolas, destacando a importância de escolher representantes alinhados aos interesses da comunidade.

Fonte: Agência Brasil