Política

PEDIDO DE SUSPENSÃO DE PENA

Defesa de Bolsonaro pede ao STF suspensão da pena de 27 anos

Advogados alegam que julgamento deveria ter ocorrido no plenário do STF, não na Primeira Turma.

Teresinha Ferreira

24 de setembro de 2026 às 12:23 ▪ Atualizado há 41 minutos

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  • A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Nunes Marques, do STF, a suspensão da pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
  • A condenação ocorreu em setembro do ano passado, com prisão em novembro e conversão em prisão domiciliar por motivos de saúde em março.
  • O pedido de suspensão integra um processo de revisão criminal, relatado por Nunes Marques, que ainda não foi julgado.
  • Os advogados alegam que Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário do STF, e não pela Primeira Turma, devido à natureza dos crimes e seu cargo.
  • A defesa argumenta que a execução da pena pode causar danos irreparáveis e solicita sua interrupção até a decisão final da revisão criminal.

Agência Brasil Ex-presidente Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspenda a pena de 27 anos e três meses, resultado da condenação por tentativa de golpe de Estado. O pedido foi realizado nesta quinta-feira (24).

A condenação de Bolsonaro ocorreu em setembro do ano passado pela Primeira Turma do STF, com a prisão em novembro. Em março, ele recebeu prisão domiciliar humanitária devido a problemas de saúde, cumprindo a pena em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília.

O pedido de suspensão faz parte do processo de revisão criminal do caso, que está sob a relatoria de Nunes Marques. O caso ainda aguarda julgamento. Os advogados defendem que Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário do STF, composto por 11 ministros, e não pela Primeira Turma, que tem apenas cinco.

Segundo a defesa, os crimes atribuídos a Bolsonaro ocorreram durante seu mandato presidencial, tornando "inadmissível" que fossem julgados por um colegiado menor. Eles afirmam que a continuidade da execução da pena pode causar danos irreparáveis, já que a liberdade retida indevidamente não pode ser compensada.

Os advogados pedem que a execução da pena seja interrompida até o julgamento final da revisão criminal, destacando a "centralidade institucional do cargo e a excepcionalidade" da jurisdição penal do STF.

Fonte: Agência Brasil