Política

Proposta de reparação histórica

Conselheiro sugere que empresas paguem por apoio à ditadura

Prudente Mello defende que corporações ressarçam o Estado por indenizações por apoio a ditadura

Teresinha Ferreira

04 de julho de 2026 às 10:00 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Prudente José Silveira Mello propôs que empresas que apoiaram a ditadura militar devolvam recursos ao governo.
  • A ideia é que se responsabilizem empresas que colaboraram com a repressão e violações de direitos trabalhadores.
  • Há provas de que algumas empresas facilitaram o golpe militar com apoio financeiro e logístico.
  • Mello sugere que, com provas suficientes, o Estado busque ressarcimento na Justiça.
  • O Brasil já pagou mais de R$ 1 bilhão em indenizações a perseguidos políticos.
  • A proposta envolve atuação de órgãos como a Advocacia-Geral da União e o Ministério Público.
  • O tema é sensível devido à possível resistência de grandes empresas.

Conselheiro sugere que empresas paguem por apoio à ditadura

Prudente José Silveira Mello, conselheiro da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, propôs que empresas que apoiaram a ditadura militar no Brasil (1964-1985) devolvam recursos ao governo pelas indenizações pagas a perseguidos políticos.

Durante um relatório, Mello recomendou que o Estado busque a Justiça para responsabilizar companhias que colaboraram com a repressão e violações de direitos dos trabalhadores. Segundo ele, é inaceitável que a sociedade brasileira suporte sozinha o ônus financeiro dessas reparações.

Ele destacou que existem provas de que algumas empresas facilitaram o golpe militar ao fornecer apoio financeiro e logístico. Em entrevista à Agência Brasil, Mello afirmou que empresas teriam financiado ações militares e ajudaram a perseguir líderes sindicais.

Mello sugeriu que, havendo provas suficientes, o Estado busque ressarcimento na Justiça das empresas que colaboraram com violações de direitos humanos. Estima-se que o país já tenha desembolsado mais de R$ 1 bilhão em indenizações.

A implementação prática da proposta envolveria a atuação de órgãos como a Advocacia-Geral da União e o Ministério Público. Contudo, o conselheiro reconhece que este é um tema sensível, dada a resistência potencial de grandes empresas.

Fonte: Agência Brasil



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