Política

VOTO DISTRITAL

Centrão propõe voto distrital misto para legislativo brasileiro

Mudança substituiria o sistema proporcional para deputados e vereadores.

Da Redação

04 de novembro de 2026 às 07:50 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • Lideranças do Centrão propuseram o voto distrital misto para deputados e vereadores no Brasil.
  • A proposta surge após o segundo turno das eleições, visando substituir o sistema proporcional.
  • Deputado Hugo Motta lidera a iniciativa com apoio de PP, PSD, União Brasil, Podemos e PSB.
  • Plano é aprovar uma PEC neste ano, com transição em 2030 e plena implementação em 2034.
  • Atualmente, o sistema proporcional permite voto em partido ou candidato, com quociente eleitoral definindo cadeiras.
  • No voto distrital misto, eleitores dariam dois votos: um por distrito e outro por lista partidária.
  • O modelo promove divisões entre modelos distrital e lista partidária, elegendo o mais votado em distritos.
  • Críticas ao sistema distrital incluem desvantagens para minorias e manipulações de limites.
  • Defensores destacam campanhas mais baratas e proximidade com eleitores.
  • O modelo de lista fechada fortalece partidos, mas pode beneficiar líderes.

Agência Brasil Voto distrital misto p
Voto distrital misto p

Lideranças do Centrão na Câmara dos Deputados propuseram adoção do voto distrital misto em eleições para deputados e vereadores, excluindo o Senado. A proposta surge três dias após o segundo turno das eleições e visa substituir o atual sistema proporcional.

No Brasil, os deputados federais, estaduais e distritais, além dos vereadores, são eleitos pelo sistema proporcional. Já o Senado utiliza o sistema majoritário semelhante ao de prefeitos e governadores.

Deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) lidera a iniciativa, com apoio de PP, PSD, União Brasil, Podemos e PSB. Eles planejam aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda neste ano, com transição iniciando em 2030 e implementação completa em 2034.

No sistema atual, eleitores podem votar em partido ou candidato. O quociente eleitoral define o número de cadeiras por partido, elegendo os mais votados dentro da legenda. Críticas apontam que candidatos bem votados podem não ser eleitos se estiverem em partidos com menos votos totais.

O sistema distrital misto dividiria cadeiras entre modelos distrital e lista partidária. Eleitores teriam dois votos: um por distrito e outro por lista fechada do partido. Cada distrito elegeria o mais votado, enquanto pela lista, eleitos seriam os primeiros nomes listados pelo partido.

Os críticos do distrital apontam desvantagens para minorias e possíveis manipulações de limites distritais. Defensores destacam campanhas mais baratas e proximidade entre eleitos e eleitores. O modelo de lista fechada é elogiado por fortalecer partidos, mas criticado por beneficiar líderes que definem a ordem de candidatos.

Fonte: Agência Brasil



Siga no WhatsApp (abre em uma nova aba)